O candidato do ADN, Rui Silva, apresenta-se às eleições autárquicas de Barcelos como um gestor pragmático e defensor de políticas próximas das populações.
Natural do concelho, Rui Silva trabalhou 23 anos no Hospital de Barcelos, conciliando o emprego público com os estudos noturnos até concluir a licenciatura em Finanças e, mais recentemente, o exame de acesso à Ordem dos Contabilistas Certificados.
Atualmente, é responsável pela Cleverland Fund Solutions, empresa de finanças empresariais, e preside a duas associações locais dedicadas ao apoio a idosos e pessoas carenciadas. “Tenho um grande cuidado com as pessoas mais velhas e com os mais necessitados. A experiência de vida deles é essencial”, sublinha.

A decisão de aceitar o convite do ADN surgiu, conta, “à última hora”. Explica que só em 2021, depois de ponderar entre o trabalho e a vida familiar, decidiu avançar. “Acho que posso ajudar os jovens, os idosos e as pessoas a terem um futuro mais digno. Foi por isso que aceitei”, afirma.
Rui Silva considera que Barcelos precisa de mais execução e menos promessa. Critica “passadeiras mal iluminadas”, “o acesso deficiente à estação de comboios” e o impasse no mercado municipal, que “aguarda há anos uma verba que não é assim tão grande”. Para o candidato, falta gestão eficiente e vontade de concretizar projetos.
Uma das suas principais bandeiras é o novo hospital de Barcelos, tema que considera urgente: “O hospital atual não tem valências suficientes. Os profissionais são bons, mas os meios não. O terreno já existe, é preciso força política e aproveitar fundos como o PRR.”
Defende ainda um envolvimento mais direto da população na identificação de problemas locais. Propõe criar uma plataforma digital municipal onde qualquer cidadão possa reportar dificuldades, “sem depender apenas dos presidentes de junta”.

Sobre o programa do ADN, Rui Silva destaca causas estruturais como a soberania nacional, a independência económica e o controlo da imigração, mas faz questão de separar a política das pessoas: “O partido tem as suas bandeiras, mas o candidato Rui é alguém que faz, não fala apenas.”
Sem experiência política, Rui Silva vê nisso uma vantagem: “Os outros candidatos são políticos. Eu venho da gestão e do trabalho real. Decidir bem é difícil, e é isso que me distingue. Sou uma pessoa que faz.”
Com uma mensagem assente em rigor, transparência e ação, Rui Silva acredita poder “fazer a diferença” num concelho que, diz, “precisa de menos política e mais resultados concretos.”




