O edifício histórico da Biblioteca Municipal de Barcelos, instalado na Casa dos Machados da Maia, vai entrar em obras profundas.
A autarquia aprovou o lançamento de um concurso público para uma reabilitação integral, num investimento superior a 2,5 milhões de euros.
A intervenção, com prazo de execução de 18 meses, será parcialmente financiada pelo programa NORTE 2030, que assegura cerca de 850 mil euros do total da empreitada.
Intervenção total num edifício do século XVI
O edifício, de traça manuelina e datado do século XVI, vai ser alvo de uma renovação completa. O objetivo é claro: modernizar o espaço sem perder o valor histórico, garantindo melhores condições de funcionamento e maior eficiência energética.
A obra inclui várias alterações estruturais e funcionais:
- instalação de elevador em substituição do antigo monta-cargas
- ampliação do primeiro piso
- remodelação de sanitários
- instalação de estantes compactas rolantes
- criação de área de apoio para funcionários
- reconversão da antiga garagem para depósito de acervo
- melhorias nas caixilharias
Cultura e património no centro do investimento
A Biblioteca Municipal de Barcelos guarda um dos acervos mais relevantes da região. Destacam-se os fundos do Convento de Vilar de Frades e das bibliotecas do Conde de Azevedo e de Álvares da Silva, além de uma vasta coleção dedicada à história local.
A chamada “Barceliana” reúne documentos, fotografias, publicações e materiais diversos que preservam a memória do concelho, tornando este espaço um ponto central da identidade cultural local.
Mais do que obras: regeneração urbana
Para além da intervenção no edifício, o projeto pretende também contribuir para a regeneração urbana da zona envolvente, reforçando a ligação entre património, cultura e cidade.
A autarquia assume assim um investimento com duplo objetivo: valorizar o património histórico e melhorar a qualidade do serviço público.
Num momento em que muitos equipamentos culturais enfrentam desgaste e falta de modernização, Barcelos avança com uma operação de fundo. A leitura é direta: preservar o passado exige investimento no presente.




