Cerca de mil estudantes da Universidade do Minho subscreveram uma petição que denuncia o estado de degradação de vários espaços da academia minhota e exige uma resposta da reitoria no prazo máximo de cinco dias.
A iniciativa é promovida pelo Movimento Dignidade Académica, que enviou esta segunda-feira uma carta à equipa reitoral acompanhada das assinaturas recolhidas nas últimas semanas entre a comunidade estudantil.
Entre os principais problemas apontados estão infiltrações e humidade em edifícios, casas de banho inoperacionais, dificuldades de acessibilidade em alguns espaços e falta de estacionamento nos campi.

Os promotores da campanha defendem que estas situações têm impacto direto no quotidiano de estudantes, docentes e funcionários.
Estudantes pedem diagnóstico transparente
A representante do movimento, Beatriz Coelho, criticou a falta de informação sobre o estado das infraestruturas e apelou a maior transparência por parte da reitoria.
A estudante defende que qualquer intervenção futura deve ser acompanhada por um “diagnóstico técnico transparente e público”, permitindo à comunidade académica conhecer as prioridades e o calendário das obras.
A recolha de assinaturas decorreu ao longo das últimas semanas em vários polos da universidade. Os promotores da iniciativa deslocaram-se aos campi de Gualtar, Azurém, Congregados e ao polo de Medicina, contactando diretamente estudantes e recolhendo contributos sobre os principais problemas.
Segundo Beatriz Coelho, a adesão foi significativa e demonstrou que as preocupações são amplamente partilhadas.
“Conseguimos estar em quase todos os campi. Infelizmente não conseguimos ir a Couros, mas estivemos em Azurém, nos Congregados, várias vezes em Gualtar e também no polo de Medicina para ouvir as pessoas e perceber que problemas existem”, afirmou.
Edifício da D. Pedro V em Braga é outro dos problemas graves, com infiltrações que levaram já a derrocadas no interior do edifício.
Reitoria promete reunião e investimento de milhões
Entretanto, a reitoria da Universidade do Minho confirmou a receção do pedido de reunião e garantiu estar a tentar agendar o encontro “em breve”.
Num comunicado, a equipa reitoral manifestou “total disponibilidade” para dialogar com os estudantes e sublinhou que acompanha com atenção as preocupações da comunidade académica.

A atual equipa reitoral, que tomou posse em dezembro de 2025, afirma que a modernização e manutenção do parque edificado são prioridades estratégicas.
Segundo o mesmo documento, está em fase de conclusão um levantamento detalhado das necessidades de intervenção em todos os espaços da universidade, que servirá de base ao planeamento das obras.
A instituição garante ainda que estão previstos “vários milhões de euros” para reparações e manutenção, com o objetivo de melhorar as condições de estudo, trabalho e investigação.
Entre os investimentos estruturantes em curso, a universidade destaca também novas residências estudantis na fábrica Confiança, em Braga, e em Santa Luzia, em Guimarães, além de projetos ligados à eficiência energética e modernização tecnológica.




