A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, deteve ontem, fora de flagrante delito, uma mulher estrangeira de 49 anos, suspeita da prática dos crimes de burla qualificada e falsificação de documentos.
Os factos terão ocorrido entre fevereiro e julho de 2025 e causaram, pelo menos, uma vítima lesada em cerca de 100 mil euros.
Segundo a investigação, em causa está um esquema complexo relacionado com alegados fundos de investimento imobiliário provenientes da Suíça, num valor fictício de 49 milhões de euros, com a promessa de retorno de elevadas quantias que, na verdade, não existiam.
Para sustentar a farsa e adquirir benefícios financeiros ilegítimos, a arguida recorreu à utilização de documentos bancários falsificados.
Na expectativa de receber os referidos fundos, a vítima efetuou diversas transferências bancárias, a título de reserva para a aquisição de quatro imóveis, para contas de várias agências imobiliárias que serviam de intermediárias nos negócios.
Além destes valores, a vítima entregou ainda 17 mil euros diretamente à arguida para o pretenso pagamento de serviços prestados e alegadas despesas de impostos.
A capacidade de manipulação da suspeita levou ainda a que a vítima vendesse uma viatura automóvel, permitindo que a arguida beneficiasse ilegitimamente de mais cerca de 24 mil euros. A investigação da PJ de Braga prossegue agora com o objetivo de apurar a existência de mais vítimas lesadas por este “modus operandi”.




