Relatório de 2025 destaca 197 avaliações de risco estrutural e 58 vistorias a descargas ilegais.
O Município de Braga consolidou, ao longo do último ano, uma estrutura de resposta robusta através da Unidade de Planeamento de Emergência, Riscos e Proteção Ambiental (UPERPA). Com um total de 1443 intervenções, a autarquia focou-se na monitorização de vulnerabilidades urbanas, realizando cerca de duas centenas de avaliações de risco relacionadas com deslizamentos de terras e queda de elementos construtivos. Esta componente técnica é complementada pela Secção de Operações e Proteção Ambiental (SOPA), que assegura o braço operacional no terreno e a articulação direta com os Bombeiros Sapadores de Braga.

No domínio da sustentabilidade e proteção dos ecossistemas, as equipas municipais realizaram 58 verificações de descargas ilegais em linhas de água, em estreita colaboração com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Estas operações são vitais para a preservação dos recursos hídricos e para a redução da carga combustível em zonas periurbanas, prevenindo a propagação de incêndios rurais através de 166 ações de silvicultura. O balanço aponta ainda para 288 ações de eliminação de sobrantes e biotriturações, um esforço logístico que segue as diretrizes do ICNF para a gestão responsável de resíduos vegetais.

A capacidade de resposta perante fenómenos meteorológicos extremos foi também testada, com o registo de 122 ocorrências focadas na prevenção e resposta a inundações, muitas vezes baseadas nos avisos do IPMA. Altino Bessa, vice-presidente da Câmara Municipal, reforça que estes indicadores provam que Braga não se limita a reagir às ocorrências, mas investe numa política de intervenção qualificada que reduz danos maiores. Para o responsável, a integração entre a proteção civil e a fiscalização ambiental é hoje um fator indissociável da qualidade de vida e da segurança dos bracarenses.




