A SGEB — Sociedade Gestora de Equipamentos de Braga, SA — foi formalmente liquidada hoje, com registo efetuado na conservatória de Gondomar.
A decisão marca o encerramento oficial de um processo que se arrastava há anos, envolvendo polémicas financeiras e debates públicos sobre o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) usado para gerir equipamentos municipais.
Eduardo Araújo, Administrador Executivo da SGEB, afirmou que “sempre teve consciência da responsabilidade e do compromisso que assumiu“.
“Foi um desafio incrível, cheio de baixos e baixos…”, disse.
O administrador da agora extinta SGEB utilizou as redes sociais para agradecer a todos. À família “pelo tempo que lhes roubei”, à Nuna Gonçalves, Carlos Pinto, Sandro Louro, do Município de Braga, incluindo uma referência especial a Ricardo Rio, edil, cuja liderança descreve como “inspiradora”.
Breve trajetória da SGEB
A SGEB foi constituída em 11 de novembro de 2008 com o objectivo de gerir, construir e manter equipamentos desportivos, relvados sintéticos e de lazer e infraestruturas municipais em Braga.
Tratava-se de uma PPP. O município detinha 49% e os privados 51%. Ao longo dos anos, os custos da SGEB tornaram-se um problema grave para o município. Estimativas apontavam para encargos anuais elevados.
Em 2023, a Câmara de Braga iniciou o processo para adquirir a participação privada (51%) por cerca de 15 milhões de euros, com vista à internalização das atividades e extinção formal da SGEB.
Em Setembro de 2024, o Tribunal de Contas aprovou o processo, permitindo ao município tornar-se único proprietário da empresa.
No decorrer, o município projetava uma poupança que poderia chegar a 30 milhões de euros em encargos futuros, embora reconhecendo que esse montante poderia ter sido maior se a extinção tivesse ocorrido mais cedo.
Em 30 de Junho de 2025, a ata de dissolução da SGEB foi registada formalmente.
A liquidação da SGEB encerra um capítulo controverso da gestão pública de Braga.




