Três pessoas foram detidas pela GNR por suspeita de incêndio florestal por negligência, nos concelhos de Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, na terça-feira, no âmbito da operação “Floresta Segura 2026”.
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Segundo o Comando Territorial de Braga, as detenções foram efetuadas pelo Destacamento Territorial de Fafe e envolvem dois homens, de 39 e 44 anos, em Cabeceiras de Basto, e uma mulher, de 49 anos, em Celorico de Basto.
As ocorrências tiveram origem na realização de queimas de sobrantes sem o cumprimento das regras de segurança obrigatórias. De acordo com a GNR, uma das situações terá resultado no incêndio de uma área florestal de dimensão significativa.
Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Cabeceiras de Basto e ao Tribunal Judicial de Celorico de Basto.
A Guarda sublinha que a realização de queimadas e queimas de sobrantes está sujeita a comunicação prévia ou autorização, dependendo do enquadramento legal, e exige o cumprimento rigoroso de normas de segurança.
Entre as principais regras estão a avaliação das condições meteorológicas — como vento, temperatura e humidade —, a criação de faixas de contenção, a presença de meios de combate imediato e a vigilância permanente durante toda a operação.
As autoridades destacam ainda a importância de garantir a extinção total do fogo e evitar reacendimentos, bem como o cumprimento das orientações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), incluindo períodos de perigo e restrições em vigor.
Uso do fogo
A negligência no uso do fogo continua a ser uma das principais causas de incêndios rurais em Portugal, especialmente em períodos de maior risco. As campanhas anuais da GNR procuram reduzir o número de ignições através de fiscalização e sensibilização.
A GNR alerta que o incumprimento das regras pode constituir crime e originar responsabilidade civil, apelando à colaboração da população para prevenir incêndios e proteger pessoas, bens e a floresta.




