O Governo nomeou Carlos Cabreiro como novo diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), colocando no topo da instituição um dos nomes mais experientes no combate ao crime digital em Portugal.
Com 59 anos, Cabreiro substitui Luís Neves, que entretanto assumiu funções como ministro da Administração Interna. A nomeação marca uma mudança de liderança numa fase em que o cibercrime continua a crescer e a ganhar complexidade.
Licenciado em Direito, o novo diretor construiu praticamente toda a carreira na PJ, onde entrou em 1991 como inspetor estagiário. Ao longo de mais de três décadas, esteve sempre ligado à investigação de criminalidade económica e informática.
Luís Neves deixa PJ e assume Ministério da Administração Interna
Nos últimos dez anos, liderou a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica, criada para responder ao aumento exponencial de crimes digitais. Sob a sua direção, a unidade ganhou visibilidade em investigações de grande impacto.
Um dos casos mais mediáticos foi o que envolveu o hacker Rui Pinto, responsável por intrusões informáticas que expuseram dados sensíveis de clubes de futebol, empresas e figuras da justiça. A investigação conduzida pela PJ levou à sua detenção e acusação.
Mais recentemente, a mesma unidade esteve envolvida num processo que resultou na detenção de um advogado ligado ao Ministério da Justiça, suspeito de centenas de crimes de pornografia infantil, num caso que teve forte repercussão nacional.
A escolha de Cabreiro sinaliza uma aposta clara no reforço do combate ao crime tecnológico, numa altura em que fraudes digitais, acessos ilegítimos e crimes online se tornaram uma das principais ameaças à segurança.




