A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional (AMN) continuam no terreno a apoiar as populações afetadas pelas cheias provocadas pela passagem das recentes depressões em Portugal Continental.
O dispositivo mantém-se ativo nas zonas ribeirinhas consideradas de maior risco, em articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Desde o início das operações, os meios da Marinha e da AMN percorreram mais de 7.000 quilómetros em ações de reconhecimento e socorro. O balanço provisório aponta para o resgate de 273 pessoas através de embarcações posicionadas para resposta imediata.
Foram ainda removidas 400 toneladas de detritos fluviais, prestado auxílio a 60 embarcações no rio Guadiana e reconhecidos mais de 210 quilómetros de infraestruturas elétricas com recurso a sistemas aéreos não tripulados.
As equipas apoiaram a reparação de mais de 240 infraestruturas habitacionais e de serviços públicos e realizaram 170 intervenções em equipamentos de produção de energia. No total, foram também auxiliados 105 animais.
No terreno estão atualmente 47 botes distribuídos por várias bacias hidrográficas: quatro no rio Lis (Leiria), 16 no Mondego (Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure), oito no Tejo (Tancos), dez no Sorraia (Coruche e Benavente), oito no Sado (Alcácer do Sal) e um no Arade (Portimão).
O dispositivo integra 549 militares e elementos da Polícia Marítima, apoiados por 69 viaturas, 56 embarcações, cinco geradores, 17 drones e um helicóptero em prontidão permanente.





