O Governo vai aumentar em 40 euros o Complemento Solidário para Idosos (CSI) em 2026, segundo a proposta do Orçamento do Estado que será entregue na próxima sexta‑feira no Parlamento.
A subida integra um pacote que também prevê a atualização das pensões em função da inflação e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), implicando um custo adicional aproximado de 700 milhões de euros para o Estado.
Atualmente, o teto máximo do CSI é 630,67 euros. Com o aumento previsto, o montante de referência deverá subir para cerca de 670 euros.
O CSI é um apoio atribuído mediante candidatura a pensionistas de baixos rendimentos e é pago juntamente com a pensão, tendo em conta os rendimentos do beneficiário e do cônjuge ou parceiro em união de facto.
Desde 1 de junho de 2024, os rendimentos dos filhos deixaram de ser contabilizados para a atribuição deste apoio.
Dados da Segurança Social apontam que mais de 230 mil pessoas recebem o CSI. Portugal conta com cerca de 3,5 milhões de pensionistas, incluindo beneficiários da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações.
Na proposta orçamental de 2025, o Executivo estimava uma despesa de 24,3 mil milhões de euros com pensões e CSI; com os aumentos extraordinários já concedidos este ano e as medidas previstas para 2026, a despesa poderá ultrapassar os 25 mil milhões.
No terreno político, o PSD tem pressionado por mais reforços às pensões mais baixas, mas o líder social‑democrata Luís Montenegro condicionou um suplemento permanente à existência de margem orçamental.




