A Amnistia Internacional divulgou um conjunto de alertas sobre violações de direitos humanos em vários países, apontando casos em Angola, Rússia, Palestina, União Europeia e Irão.
Em Angola, uma investigação confirmou que o spyware Predator foi utilizado em 2024 para vigiar o jornalista Teixeira Cândido, ativista da liberdade de imprensa e ex-secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos. Trata-se da primeira confirmação forense do uso deste programa no país. O Predator é um software altamente invasivo, desenvolvido pela empresa Intellexa e vendido a governos para operações de vigilância.
Na Rússia, dois anos após a morte do opositor Alexei Navalny, a organização acusa as autoridades de continuarem a encobrir as circunstâncias do caso e de perseguirem apoiantes. Segundo Agnès Callamard, secretária-geral da Amnistia, revelações que apontam para o uso da substância tóxica epibatidina indicam que houve tentativa de ocultação.
Relativamente à Palestina, a organização criticou ministros europeus que pediram a demissão da relatora da ONU Francesca Albanese, considerando os ataques baseados em interpretações deturpadas.
Na União Europeia, a votação de alterações às regras de asilo foi classificada como “um dia sombrio” para os direitos humanos.




