Apenas 16% das escolas portuguesas têm todos os computadores em bom estado e 15% dos estabelecimentos continuam sem uma ligação à Internet considerada adequada.
Os dados constam de um inquérito da Federação Nacional da Educação (FNE), que traça um cenário de dificuldades tecnológicas no arranque do novo ano letivo.
O levantamento, realizado junto dos diretores escolares, revela que a aposta na digitalização continua a esbarrar em problemas básicos de equipamentos, manutenção e conectividade.
Apesar da distribuição de computadores por alunos e professores nos últimos anos, 58% das escolas indicam que os equipamentos existentes já não são suficientes para responder às necessidades. Entre os problemas apontados estão computadores avariados ou degradados e dificuldades na sua reparação e substituição.
A situação ganha particular relevância num ano em que as provas de avaliação continuam o processo de transição para o formato digital, aumentando a dependência das escolas de computadores e de ligações estáveis à Internet.
Falta de Internet e quadros interativos
As fragilidades não se limitam aos computadores. Segundo o inquérito, 15% das escolas não dispõem de Internet adequada e cerca de dois terços não têm quadros interativos em todas as salas.
Os diretores apontam ainda dificuldades relacionadas com a manutenção dos equipamentos e consideram insuficiente o apoio técnico disponível.
A FNE alerta que os problemas tecnológicos podem condicionar o funcionamento das escolas e o próprio processo de aprendizagem, defendendo melhores condições para alunos, professores e restantes profissionais.















