Instituição de ensino de programação sem professores junta-se a uma rede de 620 entidades; compromisso é chancelado pela APPDI no âmbito das diretrizes da Comissão Europeia
A Escola 42, reconhecida internacionalmente pelo seu modelo disruptivo de ensino de programação e engenharia de software, oficializou esta terça-feira, 26 de maio de 2026, a sua adesão à Carta Portuguesa para a Diversidade. Com este passo, a instituição formaliza o seu alinhamento com as políticas europeias de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), transportando estas metas para o ecossistema tecnológico nacional.
A Carta é uma iniciativa lançada sob a égide da Comissão Europeia e gerida em Portugal pela Associação Portuguesa para a Diversidade e Inclusão (APPDI). O documento desafia organizações de múltiplos setores — do tecido empresarial às esferas pública e associativa — a implementarem, de forma voluntária, medidas internas que anulem discriminações baseadas em fatores como o género, idade, etnia, orientação sexual, religião ou deficiência.
Um modelo pedagógico desenhado para mitigar barreiras
A integração da Escola 42 neste fórum europeu surge de forma orgânica. O formato pedagógico da escola assenta num método de aprendizagem mútua (peer-to-peer), sem a presença de professores ou horários fixos, eliminando requisitos académicos prévios ou barreiras financeiras no acesso à formação em tecnologias de informação.
“Assinar a Carta Portuguesa para a Diversidade reflete aquilo que já vivemos no dia a dia: uma escola aberta a todas as pessoas, independentemente do seu percurso ou background. Acreditamos que a diversidade não é apenas um valor, é uma vantagem, e é o que nos torna mais fortes como comunidade e como motor de transformação no setor tecnológico”, realça Vanessa Zdanowski, diretora executiva da Escola 42.
Para João Tavares, presidente da APPDI, a adesão da instituição serve de exemplo prático para o ecossistema de engenharia: “O seu modelo pedagógico, assente na abertura e na eliminação de barreiras de acesso, está profundamente alinhado com os valores que a Carta promove”, aponta o dirigente.
APPDI consolida ecossistema de igualdade nas áreas STEM
A Carta Portuguesa para a Diversidade assinala este ano uma década de existência no país, abrangendo atualmente uma rede consolidada de 620 entidades signatárias. O trabalho da APPDI estende-se ainda à promoção da igualdade de oportunidades de género nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).
Entre as iniciativas de maior relevo da associação destaca-se o programa “Engenheiras Por Um Dia” (E1D). O projeto — gerido de forma direta pela APPDI entre 2018 e 2025 — alcançou mais de 23.000 estudantes e foi validado pela OCDE como um modelo internacional de boas práticas. Em 2025, o programa recebeu o galardão European Digital Skills Awards, na categoria de “Women in ICT Careers”, posicionando Portugal na vanguarda das estratégias europeias de captação de talento feminino para as engenharias.
Os parâmetros regulamentares da Carta, ferramentas pedagógicas e o calendário de candidaturas ao Selo da Diversidade encontram-se centralizados no portal da APPDI. Para obter detalhes sobre o processo de admissão e funcionamento dos polos de Lisboa e Porto da instituição de ensino técnico, os candidatos devem aceder ao site da Escola 42




