Infraestruturas de Portugal recupera 90% das vias afetadas e mobiliza auditoria geral a pontes e viadutos.
Um mês após o pico das tempestades que fustigaram o país entre janeiro e fevereiro, o Ministério das Infraestruturas e Habitação anunciou que mais de 90% dos cortes de estrada na rede nacional foram resolvidos. Dos 346 cortes totais registados pela Infraestruturas de Portugal (IP), restam apenas 34 interrupções por normalizar, com os distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e Viseu a concentrarem as situações mais complexas. Este esforço de recuperação, que enfrentou mais de 4.200 ocorrências em todo o território, conta com um reforço orçamental extraordinário de 400 milhões de euros aprovado em Conselho de Ministros.
A operação de emergência mobilizou um dispositivo impressionante de cerca de 2.000 operacionais, 622 viaturas e dezenas de equipamentos pesados, permitindo uma média de 200 intervenções diárias. Entre os sucessos destacados pelo Governo está a reabertura da A1 na zona de Coimbra em apenas 15 dias, após o colapso no viaduto de Casais. No entanto, o foco agora vira-se para a prevenção a longo prazo, tendo o Ministro Miguel Pinto Luz mandatado o LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) para realizar uma auditoria abrangente a todas as obras de arte nacionais, incluindo pontes, taludes e viadutos, visando garantir a segurança estrutural perante futuros eventos meteorológicos extremos.

No setor ferroviário, a recuperação atinge também a fase final, restando apenas normalizar a circulação em pontos críticos da Linha do Oeste e da Beira Baixa. A partir de amanhã, 16 de março, a circulação será reposta no troço a norte das Caldas da Rainha até ao Louriçal, enquanto a sul das Caldas a CP – Comboios de Portugal continuará a assegurar transbordos rodoviários. Na Linha da Beira Baixa, o troço entre Mouriscas A e Rodão permanece interdito devido a um deslizamento de talude de difícil intervenção pela proximidade ao Rio Tejo, mantendo-se igualmente o esquema de transporte alternativo para os passageiros afetados.


O balanço final sublinha que Portugal foi um dos países europeus mais fustigados pelas intempéries do início do ano, afetando a totalidade das linhas ferroviárias e pontos nevrálgicos da rodovia. Em nota oficial, o Ministro das Infraestruturas endereçou um agradecimento público aos operacionais e empresas do setor da construção civil que trabalharam ininterruptamente, muitas vezes em condições adversas, para devolver a normalidade às populações e garantir a segurança das ligações essenciais ao funcionamento do país.




