A zona do Fôjo em Fão, vila do concelho de Esposende, viu as águas do rio Cávado inundarem a via de acesso aos Bombeiros de Fão e Clube Náutico.

A zona é uma das mais vulneráveis em Portugal e está em cota de cheia, pois é por ali que em tempos idos que o rio chegava aos Lírios, uma espécie de “fundo” naquela vila.
Com o torrão que ali se criou, e o desvio artificial do rio para norte, água deixou de marcar presença, mas o problema é quando “chove muito, a maré está alta e as barragens a debitar água” dizem os populares.
As alterações climáticas são outro problema e o avanço do mar é constante, com a Esposende a ter que demolir construções como caso de São Bartolomeu do Mar e Apúlia..
Quem sofre é o Clube Náutico de Fão – pois o “Sérgio do Fôjo” já não sofre por que foi demolido pela APA – que vê o rio invadir o rés do chão do edifício camarário.

O presidente da Junta de Fão, Valdemar Faria, dá nota que o cenário repete-se várias vezes ao ano e exige “intervenção urgente” no local que há mais de 30 anos sofre com o problema.
“A Câmara apenas vem aqui fazer uns remendos. Coloca areia, mas a água acaba por entrar por outros lados, Não resolve”, disse ao E24.
A responsabilidade do local é da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que juntamente com o Parque Natural do Litoral Norte (em co-gestão com Câmara, ICNF, UMinho e Esposende Ambiente), não têm sido capaz de solucionar de vez o “caso”.
O presidente da Junta de Fão disse que o problema agrava-se com o facto de ali não ser permitido criar uma barreira artificial, com betão por exemplo.
“A APA não permite. É preciso então criar uma estacaria, com terra, para se criar uma barreira ou reabilitar o torrão que ali havia. Criar uma solução enquadrada com as regras do PNLN”, destacou Valdemar Faria.
“Está na hora de criar uma solução definitiva”, vaticinou.





