A Associação para o Ordenamento da Serra da Cabreira (APOSC), em Vieira do Minho, enfrenta uma situação de salários em atraso que afeta quatro equipas de Sapadores Florestais e uma equipa de resineiros.
O presidente da associação, João Paulo Ribeiro, confirmou o problema e garantiu que a direção está a tentar resolver a situação o mais rapidamente possível.
“Temos setembro e outubro em atraso. Estamos à espera da tranche do ICNF para conseguir realizar os pagamentos”, explicou o responsável, sublinhando que o apoio da Câmara Municipal está em dia e tem sido essencial para manter a atividade da associação.
A situação está a gerar desconforto e preocupação entre os trabalhadores, que afirmam sentir-se abandonados e sem perspetivas de solução a curto prazo.
O Secretário-Geral do Sindicato Nacional de Proteção Civil (SNPC), José Costa Velho, denunciou que “há muitas situações complicadas no setor privado, não apenas relacionadas com os pagamentos”.
Segundo o dirigente sindical, em várias regiões do país, como em Trás-os-Montes, existem equipas de sapadores com trabalhadores estrangeiros sujeitos a contratos irregulares e condições de alojamento precárias.
“Os sapadores florestais do setor privado enfrentam baixos salários, atrasos nos pagamentos, precariedade laboral e falta de equipamentos de proteção”, alertou o sindicato.
O SNPC anunciou que vai acionar o gabinete jurídico e contactar a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) para garantir a regularização imediata da situação.
Entre as principais reivindicações dos sapadores está a integração na carreira de Sapador Bombeiro Florestal, com estatuto profissional próprio, de forma a garantir direitos e acabar com desigualdades no setor.




