Esposende vai assinalar os 52 anos da Revolução de Abril com um programa cultural que se estende ao longo de uma semana e que aposta numa abordagem plural, envolvendo a comunidade e diferentes expressões artísticas.
As comemorações decorrem entre 18 e 25 de abril e incluem iniciativas de dança, cinema, música e teatro, num roteiro que pretende manter viva a memória da liberdade e estimular a reflexão sobre os valores democráticos.
O arranque está marcado para 18 de abril, no Auditório Municipal, com o espetáculo de dança urbana “Mar e Liberdade”, com sessões às 16h00 e 18h00. A performance, dirigida por Bruno Faria e Paula Silva, junta alunos da Academia de Bailado de Esposende e utiliza estilos como Hip Hop e Dancehall para explorar o conceito de liberdade.

A programação prossegue a 22 de abril, com a exibição do documentário “Cenas da Luta de Classes em Portugal”, de Robert Kramer e Philip J. Spinelli, uma obra que retrata o período pós-revolução.
Na noite de 24 de abril, o Auditório recebe a tertúlia-concerto “Abril, poema inacabado”, moderada pela jornalista Maria Cerqueira. A iniciativa reúne especialistas e jovens estudantes, num debate acompanhado por momentos musicais do Coro Ars Vocalis.
O ponto alto das comemorações chega a 25 de abril. O dia começa às 09h00 com o hastear das bandeiras na Praça do Município, seguido de uma sessão solene da Assembleia Municipal. Durante a manhã, será apresentada a peça de teatro “Flores de Pão”, centrada na resistência feminina durante a ditadura.
Já da parte da tarde, em Vila Chã, realiza-se uma homenagem aos antigos combatentes, com inauguração de um monumento e apresentação de uma obra literária dedicada ao tema.
O encerramento está marcado para as 21h30, com o concerto “Sopros de Liberdade”, que junta a Banda de Música de Antas e o tenor Carlos Guilherme, com interpretações de temas emblemáticos ligados à Revolução.
Esposende aposta assim numa programação abrangente para celebrar Abril — entre memória, cultura e participação cívica.





