O Município de Esposende promoveu uma reunião de trabalho com instituições da economia social e da educação para avaliar as principais necessidades sociais do concelho e preparar respostas mais ajustadas à população.
O encontro decorreu no dia 7 de maio, na Colónia de Férias de Apúlia, no âmbito do trabalho desenvolvido pela Rede Social de Esposende. A sessão juntou representantes de instituições sociais, dirigentes escolares e responsáveis públicos, num momento assumido pela autarquia como estratégico para reforçar a articulação institucional.
Na abertura, o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Carlos Silva, defendeu que “ouvir os parceiros é essencial para construir respostas sociais mais integradas e adequadas às necessidades reais da população”.
A reunião contou também com a presença de João Ferreira, diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Braga, e de Sérgio Balão, presidente da Direção do Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores da Segurança Social e Saúde de Braga, entidade responsável pela gestão da Colónia de Férias de Apúlia.
Durante a sessão, os participantes foram convidados a visitar as instalações recentemente requalificadas para acolher o novo Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), uma resposta considerada urgente no território.
A vereadora da Coesão e Desenvolvimento Social, Fátima Escrivães, sublinhou que o objetivo passou por “partilhar visões, experiências e desafios”, procurando caminhos colaborativos para responder às necessidades da comunidade.
Apesar de o concelho ter uma rede consolidada de respostas sociais, as instituições apontaram falhas em áreas especializadas e de proximidade. Entre os principais problemas estão a dificuldade em recrutar e manter recursos humanos, a necessidade de capacitação técnica das equipas e a insuficiência dos apoios financeiros previstos nos acordos de cooperação.
As entidades alertaram ainda para o desfasamento entre os custos reais de funcionamento e os montantes financiados, bem como para as dificuldades no acesso a verbas para ampliar, requalificar ou criar novas respostas sociais, sobretudo nas áreas da deficiência e do envelhecimento.
Os diretores da Escola Secundária Henrique Medina e do Agrupamento de Escolas António Correia de Oliveira manifestaram preocupação com o aumento de crianças e jovens diagnosticados com deficiência e com a falta de respostas para quem atinge a idade limite de permanência no sistema de ensino.
A autarquia considera que a elevada participação confirma a importância de uma análise partilhada da realidade social de Esposende e da definição de estratégias conjuntas para os desafios atuais e futuros.





