George Russell chega a Xangai como líder após dobradinha em Melbourne. Saiba onde ver, os horários e as curiosidades técnicas de uma das pistas mais desafiantes do calendário.
A Fórmula 1 ruma ao Extremo Oriente para a segunda etapa do Campeonato Mundial, trazendo consigo o primeiro grande teste de stress do novo regulamento técnico. O Circuito Internacional de Xangai, uma obra-prima de engenharia erguida sobre solos pantanosos com um investimento de 450 milhões de dólares, servirá de palco para a afirmação da Mercedes-AMG ou para a contra-ofensiva de uma Scuderia Ferrari que, apesar da velocidade demonstrada, procura ainda estabilidade operacional.
O Contexto Desportivo: O Regresso das “Flechas de Prata”
Após a abertura da temporada em Melbourne, onde George Russell liderou uma dobradinha autoritária da Mercedes, a hierarquia da grelha parece ter sofrido uma mutação profunda. O duelo em pista entre Russell e Charles Leclerc na Austrália sugeriu que a Ferrari possui uma unidade de potência capaz de ombrear com a marca alemã, mas a eficiência do DRS e a gestão de energia nas retas longas — como a colossal reta de 1,2 km de Xangai — parecem favorecer, para já, o conceito aerodinâmico de Brackley.
Pelo contrário, a Red Bull Racing e a McLaren chegam à China com “deveres acumulados”. A equipa de Woking, que dominou esta pista em 2025 com uma dobradinha histórica de Oscar Piastri e Lando Norris, enfrenta agora dificuldades na adaptação às novas exigências de fluxo de ar e peso mínimo, tentando evitar que o fosso para o topo se torne intransponível logo no primeiro trimestre do ano.
Análise Técnica:
O paddock mantém-se em alerta máximo após os eventos dramáticos da edição anterior. Em 2025, o GP da China terminou em caos administrativo quando a FIA desqualificou Lewis Hamilton (na sua segunda corrida pela Ferrari) e Charles Leclerc por irregularidades no fundo plano e peso abaixo do limite legal, respetivamente.
A natureza abrasiva do asfalto de Xangai, combinada com as curvas de raio longo (especialmente o complexo 1-4, inspirado no símbolo chinês ‘Shang’), exerce uma pressão lateral extrema nos pneus dianteiros. Com as temperaturas previstas a rondar os 16°C e uma probabilidade residual de precipitação, a janela de funcionamento dos novos compostos da Pirelli será o fator determinante para o sucesso das estratégias de paragem única.
Histórico de Xangai:
Desde a sua inauguração em 2004, o GP da China consolidou-se como um território de especialistas. Lewis Hamilton detém o recorde absoluto de 6 vitórias e 7 Pole Positions, mas a nova geração começa a imprimir o seu selo no palmarés.
Retrospectiva: Os últimos 10 vencedores em Xangai
| Ano | Vencedor | Equipa |
| 2025 | Oscar Piastri | McLaren |
| 2024 | Max Verstappen | Red Bull |
| 2019 | Lewis Hamilton | Mercedes |
| 2018 | Daniel Ricciardo | Red Bull |
| 2017 | Lewis Hamilton | Mercedes |
| 2016 | Nico Rosberg | Mercedes |
| 2015 | Lewis Hamilton | Mercedes |
| 2014 | Lewis Hamilton | Mercedes |
| 2013 | Fernando Alonso | Ferrari |
| 2012 | Nico Rosberg | Mercedes |
Este fim de semana marca a estreia do formato Sprint em 2026. As equipas dispõem de apenas uma sessão de treinos livres (FP1) para validar as simulações de computador antes de entrarem em regime de Parque Fechado.
Horário Oficial GP China 2026 (Portugal Continental)
| Dia | Sessão | Horário (GMT/WET) |
| Sexta-feira, 13 de Março | Treino Livre 1 | 03:30 – 04:30 |
| Sexta-feira, 13 de Março | Qualificação Sprint | 07:30 – 08:14 |
| Sábado, 14 de Março | Corrida Sprint (19 voltas) | 03:00 – 04:00 |
| Sábado, 14 de Março | Qualificação para o GP | 07:00 – 08:00 |
| Domingo, 15 de Março | Grande Prémio (56 voltas) | 07:00 |
Onde Acompanhar: A transmissão integral e exclusiva no Reino Unido e Irlanda será assegurada pela Sky Sports F1, com resumos em canal aberto no Channel 4. Nos Estados Unidos, a novidade reside na transmissão via Apple TV. Em Portugal, a cobertura segue os moldes habituais das plataformas de desporto motorizado premium.




