O FC Famalicão não foi além de um empate a uma bola frente ao Moreirense FC, num jogo em que fez praticamente tudo para vencer, mas voltou a esbarrar na falta de eficácia e num inspirado André Ferreira.
A equipa famalicense até entrou a perder cedo. Logo aos 4 minutos, Rodrigo Alonso aproveitou uma transição rápida para fazer o 0-1, surpreendendo a defesa da casa. Foi um balde de água fria — e, na prática, o único momento ofensivo relevante dos cónegos em todo o encontro.

A partir daí, só deu Famalicão.
Com 63% de posse de bola, 16 remates contra apenas 2 do adversário e um volume ofensivo constante, a equipa de Hugo Oliveira encostou o Moreirense às cordas. Ainda assim, o golo teimava em não aparecer, muito por culpa da exibição segura do guarda-redes visitante.
O empate surgiu aos 71 minutos, quando Pedro Santos, lançado ao intervalo, respondeu de cabeça a um cruzamento de Rafa Soares e fez o 1-1. Um golo justo, mas que não resolveu o problema: a falta de eficácia.
Até final, o cenário manteve-se. O Famalicão continuou a pressionar, criou várias oportunidades claras e chegou mesmo a ver um penálti ser assinalado e depois revertido pelo VAR, num momento que gerou contestação.
Os números são claros: 2.09 de expected goals contra apenas 0.18 do Moreirense. Um domínio total que não se refletiu no resultado.
Este empate deixa um sabor amargo ao Famalicão, que perde dois pontos em casa, enquanto o Moreirense soma um ponto precioso num jogo em que pouco fez para mais.









