Rio Ave Futebol Clube encontra-se no epicentro de uma profunda crise interna, marcada por uma vaga de despedimentos massiva e transversal que está a desmantelar a estrutura da SAD.
Decisão tomada com o objetivo de implementar uma política drástica de contenção de custos, abrange múltiplas áreas do clube de Vila do Conde, desde os escalões de formação ao futebol profissional, e atingiu já algumas dezenas de funcionários, gerando um ambiente de grande incerteza e surpresa no universo rioavista.
As dispensas têm sido sentidas com particular impacto nos departamentos satélites e nas bases do clube, pondo em causa o trabalho desenvolvido nas camadas jovens.
A ordem para esta reestruturação severa, que implica a redução do quadro de funcionários, terá sido dada pelo investidor maioritário, Evangelos Marinakis, o empresário grego que detém uma posição de 80% no capital da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Rio Ave FC.
Segundo informações apuradas, a decisão partiu diretamente do grupo Marinakis e incidiu sobre diversas funções, incluindo treinadores de vários escalões de formação, assim como profissionais ligados aos departamentos de observação (scouting), marketing e comunicação, áreas consideradas essenciais para o desenvolvimento e a sustentabilidade futura do clube.
Este movimento sublinha a dura realidade financeira imposta pela nova gestão, apesar de o clube se manter na principal liga portuguesa.
Apesar de a responsabilidade pela medida ser imputada à administração acionista maioritária, a presidente da SAD rioavista, Alexandrina Cruz, não escapa à contestação por parte de uma franja dos adeptos.
A crítica centra-se na ausência de uma tomada de posição pública e na falta de comunicação da liderança em face da delicadeza e da gravidade da situação.




