Num mundo obcecado por hashtags e narrativas seletivas, há um horror que ecoa no vazio: o que está a acontecer na Nigéria não é apenas uma crise humanitária, é um genocídio em curso contra cristãos e comunidades negras, com mais de 7 mil vítimas só em 2025.
Ataques brutais de militantes jihadistas, como os Fulani e Boko Haram, devastam vilas inteiras, queimam igrejas e massacram inocentes – 32 cristãos mortos por dia, em média. E no entanto, enquanto Donald Trump ameaça intervenção militar para denunciar esta VERDADEIRA tentativa de genocídio, os meios de comunicação social e a esquerda europeia preferem assobiar para o lado.
Por quê? Porque as vítimas são cristãs e negras, e os algozes, muçulmanos radicais. Um silêncio que revela hipocrisia profunda.
Começando pela imprensa: onde estão as manchetes flamejantes que cobririam Gaza 24 horas por dia? Em Portugal e na Europa, os jornais dedicam parcas linhas a esses massacres. Um relatório recente da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) denuncia mais de 200 cristãos assassinados num único ataque em junho, mas isso mal arranha a superfície das edições diárias.
A SIC, TVI e CNN mencionam as ameaças de Trump, mas logo “equilibra” com a negação do governo nigeriano, que insiste: “Não há genocídio religioso”. É a irrelevância calculada: se não sangra em conformidade com a agenda progressista, não vale a tinta. Ao mesmo tempo, o Esquerda.net rotula as denúncias como “mito do genocídio cristão”, propagado pela extrema-direita e pró-Israel, ignorando as vozes das vítimas que clamam por justiça.
Pior ainda, é em terra de fé católica, onde as homilias ecoam sobre paz e solidariedade, por que o silêncio ensurdecedor sobre a Nigéria? “O silêncio é cúmplice”.
Sacerdotes nigerianos, como o padre Patrick Akpabio, imploram por orações em eventos da AIS, mas nas dioceses, o tema parece tabú.
É como se as igrejas locais temessem ofender sensibilidades multiculturais. Quem vai à missa ouve sobre o martírio dos primeiros cristãos, mas não sobre os 18 mil templos queimados na Nigéria. Esse evitar deliberado não é prudência; é abdicação.
E os partidos de esquerda? Enquanto o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda ou o PCP mobilizam-se por causas como o “Free Palestine”, o genocídio nigeriano evapora das suas agendas.
O paradoxo atinge o ápice com a euforia recente pela vitória de Zohran Mamdani como presidente (Mayor) de Nova Iorque. Autodeclarado socialista e muçulmano ugandês-índio, Mamdani conquistou 50,4% dos votos, tornando-se o primeiro muçulmano no cargo – e a esquerda europeia aplaude efusivamente. A BBC e o UOL celebram sua “virada estrutural”, com o Brasil de Fato destacando sua vitória “histórica contra bilionários” – uma frase digna de gargalhada, que talvez explique o porquê futuramente. Enfim, aqui se nota a harmonia reveladora: islão e socialismo, de mãos dadas, enquanto o mesmo progressismo ignora o radicalismo islâmico que devasta cristãos na África. Mamdani, com sua pauta populista de habitação, é o herói; os pastores nigerianos enterrando fiéis, anónimos.
Agora, contrastem com Gaza: aí, gritam “genocídio” em uníssono, com manifestações e resoluções parlamentares. Na Nigéria, onde o horror é contra negros e cristãos – não contra uma narrativa
Conveniente –, olhos se fecham. A DW questiona se é “genocídio ou crise de narrativas”, mas as estatísticas não mentem: vilas incendiadas, 23 padres raptados, uma igreja que treme a cada domingo.
A Nigéria clama por atenção global, pelas nossas orações, sanções contra terroristas e solidariedade genuína. Aos jornais: cubram o sangue real. Às paróquias: preguem o martírio atual.




