Há uma Nova Ordem Mundial a desenhar-se a uma velocidade estonteante diante dos nossos olhos, mas, se depender dos noticiários portugueses, o caro leitor continuará a acreditar que a geopolítica global está num eterno “empate” técnico.
A chamada “guerra invisível” tornou-se, finalmente, ofuscantemente visível no Médio Oriente.
“A verdade que a narrativa mainstream se recusa a engolir é apenas uma: a guerra no Irão está muito perto do fim.” E a teocracia dos aiatolás está em contagem decrescente para a cova da História.
Nas últimas semanas, a ofensiva coordenada dos Estados Unidos e de Israel desfez a espinha dorsal do regime de Teerão. Não estamos perante uma “troca de galhardetes” ou um conflito simétrico, como as nossas televisões tentam pintar. O Irão está a ser cirurgicamente dizimado.
“Mas qual é a narrativa que domina a nossa imprensa? A histeria com a ‘escalada’.” E o pânico de uma Europa paralisada, incapaz de distinguir o agressor da vítima.
A realidade é nua e crua: sem os Estados Unidos, a NATO seria um tigre de papel. Enquanto potências europeias como a Alemanha e a Espanha recusam participar em missões de proteção vitais no Estreito de Ormuz, preferindo o conforto de declarações vazias em Bruxelas, os EUA fazem o trabalho sujo. Contudo, há um sinal de mudança: a NATO parece querer finalmente clarificar que o bloco militar está coeso e do lado das democracias liberais, contra o eixo das ditaduras teocráticas. O Ocidente está a acordar, mas o jornalismo português prefere continuar a dormir.
É aqui que a constatação se torna revoltante: o jornalismo em Portugal bateu no fundo e começou a escavar. Assistimos diariamente a um espetáculo deprimente onde as nossas redações papagueiam, sem o mínimo pudor, a propaganda oficial da República Islâmica. Vendem ao público a ilusão de um “empate” militar porque a sua cartilha ideológica lhes exige que sejam antiamericanos, ou anti-Trump/anti-Israel, por defeito. Usam comunicados oficiais de Teerão como se fossem factos neutros, branqueando a realidade.
A esquerda caviar chora o colapso dos aiatolás porque o seu ódio ao triunfo Ocidental é maior do que o seu suposto amor pela liberdade. O nosso jornalismo não informa; faz assessoria de imprensa para extremistas com o selo de garantia do politicamente correto.
“Este é o paradoxo supremo da bolha woke.” Arvoram-se em defensores dos direitos das mulheres e das minorias, mas entram em depressão profunda quando veem cair um regime que enforca dissidentes em guindastes e oprime mulheres à pancada por causa de um pedaço de tecido. A dor destas redações não é pelos civis; é a agonia de terem de admitir que a estratégia de Trump e de Israel está a resultar. Estão em pânico porque o guião de “vítima” do regime iraniano faliu miseravelmente.
O regime iraniano está nas cordas, sem fôlego e sem aliados reais no terreno. “O que está a chegar não é a Terceira Guerra Mundial.” É, sim, uma mudança de regime necessária e inevitável. O povo persa, herdeiro de uma civilização milenar e refém há décadas de fanáticos religiosos, está finalmente a ver a luz ao fundo do túnel.




