Vários incêndios rurais estiveram ativos na noite desta quinta-feira no Norte do país, mobilizando mais de uma centena de operacionais em diferentes pontos dos distritos de Viana do Castelo, Braga e Vila Real.
De acordo com dados operacionais, a maioria das ocorrências teve origem em zonas de mato, com risco de incêndio classificado como moderado, embora alguns casos tenham atingido níveis mais elevados.
Braga com maior mobilização
No distrito de Braga, destaca-se uma ocorrência em Vieira do Minho (Anjos), que chegou a mobilizar 22 operacionais e cinco viaturas, sendo uma das situações com maior dimensão registadas durante a noite.
Outra frente ativa na mesma zona, em Pinheiro, envolveu cerca de 10 operacionais, mantendo-se em curso durante várias horas.

Viana do Castelo com vários focos
Também o distrito de Viana do Castelo registou múltiplas ocorrências:
- Ponte de Lima (Beiral do Lima): cerca de 14 operacionais no combate
- Arcos de Valdevez (Távora): 12 operacionais, entretanto em fase de resolução
- Paredes de Coura (Formariz): 9 operacionais mobilizados
- Afife (Viana do Castelo): ocorrência mais recente com quatro operacionais
Apesar do número elevado de ignições, não há registo de grandes proporções, com vários incêndios a serem dominados ainda na fase inicial.
Vila Real com maior número de meios no terreno

No distrito de Vila Real, os meios chegaram a números mais elevados, com destaque para:
- Valpaços (Nozelos): 26 operacionais e oito viaturas, a maior mobilização registada
- Chaves (Roriz): 14 operacionais
- Boticas (Ardãos): 12 operacionais
- Ribeira de Pena (Candedo): risco já classificado como elevado
- Montalegre (Paradela): cinco operacionais no terreno
Algumas destas ocorrências já foram dadas como concluídas, enquanto outras permaneciam em fase de resolução ou vigilância.
Noite intensa mas sem grandes danos registados
Apesar da dispersão geográfica e do número de ocorrências, não há indicação de vítimas ou danos significativos até ao momento. A GNR investiga.
A simultaneidade de ignições levanta, no entanto, preocupação numa altura em que o risco de incêndio começa a subir, mesmo fora do período crítico.




