A cidade de Braga voltou a parar esta noite para um dos momentos mais marcantes da Semana Santa: a Procissão do Senhor “Ecce Homo”, conhecida como a emblemática Procissão dos Fogaréus.
Milhares de pessoas encheram o centro histórico para assistir a um cortejo que mistura fé, tradição e impacto visual, num ambiente único que continua a atrair visitantes de todo o país e estrangeiro.

Organizada pela Irmandade da Misericórdia, a procissão recria o momento em que Jesus Cristo é apresentado ao povo após a flagelação, coroado de espinhos, envolto num manto púrpura e com a cana — símbolo da humilhação — nas mãos.
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Farricocos voltam a marcar a noite
O arranque do cortejo ficou, como é tradição, a cargo dos farricocos, figuras encapuçadas e descalças que percorrem as ruas com fogaréus acesos e matracas, criando uma atmosfera intensa e quase teatral.
A sua presença é um dos elementos mais distintivos desta procissão e contribui para o ambiente de penitência e silêncioque marca a noite.

Cortejo com forte simbolismo religioso
Ao longo do percurso, sucedem-se figuras bíblicas, representantes de várias Misericórdias do país e as alegorias das catorze obras de misericórdia, reforçando a mensagem central de solidariedade, compaixão e serviço.
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Cada elemento do cortejo é carregado de simbolismo, numa encenação que alia tradição secular e expressão religiosa.
Braga afirma-se como destino de referência
A Procissão dos Fogaréus volta a confirmar Braga como um dos principais destinos de turismo religioso em Portugal, especialmente durante a Semana Santa.

O impacto não é apenas espiritual. A cidade enche-se, a restauração trabalha no limite e a hotelaria regista taxas de ocupação próximas do máximo.
Mais do que um evento religioso, trata-se de uma manifestação de identidade coletiva que continua a atravessar gerações.
A noite em Braga é clara: entre luzes, sombras e silêncio, a tradição mantém-se viva — e cada vez mais procurada.






