A Procissão da Burrinha voltou a sair à rua em Braga e confirmou o que já é habitual: trata-se de um dos momentos mais marcantes da Semana Santa, capaz de mobilizar dezenas de milhares de pessoas e envolver cerca de mil participantes num cortejo carregado de simbolismo.
Com pontualidade quase britânica e condições meteorológicas favoráveis, a cidade encheu-se de gente ao longo das principais artérias do centro histórico. A noite convidava a sair e o público respondeu, compondo um cenário de grande adesão popular.

O destaque do cortejo voltou a recair sobre a figura central: a mula branca, que, entre momentos de timidez e alguma inquietação, acabou por captar grande parte das atenções. O animal, peça-chave da encenação bíblica, foi acompanhando o percurso num equilíbrio entre o imprevisível e o simbólico, reforçando o caráter vivo e autêntico da procissão.

Este evento, um dos mais emblemáticos da tradição bracarense, recria a fuga para o Egito, integrando dezenas de figurantes, trajes históricos e uma forte componente religiosa. A participação massiva — tanto de figurantes como de público — confirma a importância da Semana Santa de Braga no panorama nacional.

A Procissão da Burrinha insere-se num conjunto de celebrações que transformam a cidade minhota num dos principais centros de expressão religiosa durante este período.

Ao longo da semana, várias iniciativas têm atraído visitantes e fiéis, consolidando Braga como referência neste tipo de manifestações.

Mais do que um evento religioso, trata-se também de um fenómeno cultural e turístico, que todos os anos leva milhares às ruas.

E este ano não foi exceção: ruas cheias, organização afinada e um cortejo que voltou a cumprir o seu papel central nas celebrações pascais.




