O INEM deverá deixar de ter ambulâncias, concentrando-se apenas na coordenação das emergências. A medida consta do relatório da Comissão Técnica Independente.
Esta mudança representa a maior alteração no modelo pré-hospitalar em décadas. As ambulâncias amarelas do INEM serão substituídas por viaturas vermelhas dos bombeiros e por meios de privados, que passam a assegurar o transporte de doentes.
A reforma integra a refundação do INEM anunciada pelo Governo e deverá avançar no início de 2026.
O Instituto ficará responsável pela receção dos pedidos de socorro, triagem e envio de equipas, mas sem veículos próprios.
Os sub-comandos regionais desaparecem e regressam os CDOS
A resposta inicial no terreno passa a ser garantida por bombeiros e operadores privados, encarregues da avaliação e estabilização.
Os bombeiros, que já asseguram 90% das ocorrências, terão de cumprir um tempo máximo de oito minutos de chegada ao local.
Os bombeiros assumem as despesas de pintura das viaturas
As equipas de suporte imediato de vida do INEM passam a operar a partir das urgências de centros de saúde e hospitais de média dimensão, deslocando-se em viaturas ligeiras (estilo VMER).
A questão é que poderá mesmo existir um despedimento coletivo no seio do técnicos do INEM.
Levanta-se ainda a questão das motas INEM, que
O modelo de atendimento também muda
112, SNS24 e CODU vão trabalhar de forma integrada, com mecanismos de triagem comuns. A formação dos técnicos será entregue a entidades privadas certificadas, embora os protocolos clínicos continuem a ser definidos pelo INEM.
O relatório identifica 28 falhas no sistema atual, incluindo problemas de comando, controlo, auditoria e formação, apontando para uma transformação completa da emergência pré-hospitalar.




