Ministro Miguel Pinto Luz destaca impacto da medida na classe média durante o Fórum Braga; Governo prepara novo pacote de apoio às cooperativas de habitação para o final do verão
O Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, revelou esta manhã, em Braga, que a medida de isenção de IMT para jovens até aos 35 anos já atingiu a marca histórica de 100 mil beneficiários. O anúncio foi feito durante as “Semanas da Economia” no Forum Braga, onde o governante apresentou um balanço da medida em vigor desde agosto de 2024, destinada à compra da primeira habitação própria e permanente.
Segundo o ministro, os principais utilizadores desta isenção pertencem à classe média — destacando profissões como médicos, engenheiros e jovens empreendedores — com transações imobiliárias que apresentam um valor médio de 200 mil euros. A medida é um dos pilares do programa “Construir Portugal”, que visa responder à crise habitacional que afeta o país.
Durante a sua intervenção, Miguel Pinto Luz reconheceu que a resolução do problema da habitação não é imediata, após “uma década” de falta de resposta pública e privada. O ministro defendeu a necessidade de políticas públicas com uma visão mais abrangente, articulando a habitação com outros serviços fundamentais:
«Quando convidámos os imigrantes a vir para Portugal não desenhámos um país capaz de os receber porque não havia oferta habitacional suficiente, o nosso SNS não estava preparado, a nossa escola não estava preparada.»
Como próxima etapa do plano governamental, foi anunciado que o Executivo está a finalizar um pacote de medidas dirigido às cooperativas de habitação. Este ciclo de novas políticas deverá estar concluído até ao final do verão, reforçando a aposta em modelos de habitação colaborativa.
O governante terminou a sua participação com um apelo ao entendimento entre as diferentes forças políticas. Pinto Luz sublinhou a urgência de criar “plataformas de entendimento comum” para enfrentar o que classificou como um “problema real” e angustiante para milhares de famílias portuguesas, reforçando que o crescimento económico só é sustentável se houver infraestruturas capazes de acolher a população ativa.




