Mangualde quer posicionar-se como um território mais atrativo para viver, investir e trabalhar.
O município está a avançar com a criação de um hub de empreendedorismo, um polo digital de ensino superior e várias iniciativas multiculturais, no âmbito de um projeto europeu que envolveu várias cidades do continente.
A estratégia resulta da participação no programa europeu “Residents of the Future” (URBACT IV), que garantiu ao concelho um financiamento superior a 827 mil euros ao longo dos últimos dois anos. O objetivo é claro: combater a perda de população, criar emprego qualificado e reforçar a competitividade local.
(vídeo) Mangualde: uma viagem onde o tempo abranda e a memória fica
Ensino superior presencial é meta até 2030
O presidente da Câmara, Marco Almeida, não esconde a ambição de transformar Mangualde num novo polo académico. “Nós queremos ensino superior, mas presencial. E vamos tê-lo com certeza até 2030”, garantiu o autarca.
O plano passa pela requalificação do antigo colégio de São José, no centro da cidade, que deverá acolher o futuro polo. O projeto já tem protocolo assinado com a Estamo e financiamento aprovado, com um investimento estimado em cerca de 2 milhões de euros. O concurso público deverá avançar nos próximos 90 dias.
Habitação e mobilidade para fixar população
A autarquia destaca que parte das medidas já está no terreno, sobretudo na área da habitação. “Nos próximos meses ficam prontas 20 das 40 casas que o Município se propôs reabilitar”, revelou Marco Almeida, sublinhando a aposta na fixação de jovens e famílias.
Mangualde: Marco Almeida determinado em garantir “melhores condições de habitabilidade”
Também a mobilidade urbana está a ser reforçada, com o lançamento previsto de um novo Interface Modal (central de camionagem) e a criação de ciclovias em várias zonas da cidade, alinhadas com as tendências de mobilidade sustentável.
Estratégia assenta em três pilares
Sob o lema “Mangualde: A vida como deve ser”, o plano estratégico foi desenvolvido com a participação de escolas, empresas, associações e comunidades locais. Assenta em três eixos principais:
- Revitalização demográfica, com foco na atração de população;
- Desenvolvimento económico sustentável, com apoio ao empreendedorismo;
- Qualidade de vida, com investimento em saúde, educação e cultura.
“Damos um passo gigante para responder aos atuais desafios demográficos”, afirmou o autarca.
Mangualde foi o único município português a integrar este projeto europeu, ao lado de cidades de países como Espanha, França, Itália e Finlândia.
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