Os gestores e executivos em Portugal estão a redefinir prioridades e a apostar forte em inovação, agilidade organizacional e inteligência artificial (IA) como motores de crescimento.
A conclusão é clara no mais recente Strategy & Leadership Survey 2026, divulgado pela consultora Darefy – Leadership & Change Builders.
O estudo, realizado entre janeiro e março, recolheu respostas de 75 empresas a operar em Portugal e traça um retrato direto das preocupações das lideranças num contexto global marcado por instabilidade, disrupção tecnológica e transformação digital acelerada.
Transformação digital deixa de ser opção
Os dados mostram que a maioria dos líderes reconhece que a adaptação já não é opcional. A transformação digital, aliada à crescente integração de tecnologias de IA, surge como prioridade estratégica para garantir competitividade.
Ainda assim, apesar de muitas empresas se considerarem orientadas para resultados e colaboração, os próprios gestores admitem falhas. Há uma necessidade clara de reforçar autonomia interna, meritocracia e cultura de inovação, fatores considerados decisivos para atrair talento e crescer.
IA e competências digitais no centro das decisões
Um dos sinais mais fortes do estudo é o foco no desenvolvimento de competências. Grande parte dos executivos pretende investir na formação em inteligência artificial e tecnologias digitais, assumindo que estas áreas serão determinantes nos próximos anos.
Segundo Carlos Sezões, managing partner da Darefy, “torna-se evidente o desejo de maior agilidade, colaboração e inovação”, sublinhando que as empresas procuram alinhar cultura, liderança e estratégia com as exigências atuais.
Para aprofundar tendências globais nesta área, pode consultar também análises recentes da McKinsey sobre transformação digital e IA .
Resistência à mudança trava evolução
Apesar da ambição, o caminho está longe de ser linear. O estudo identifica dois grandes bloqueios: a resistência humana à mudança e o desalinhamento entre equipas de liderança.
Muitas organizações continuam presas a modelos tradicionais, o que dificulta a implementação de estratégias mais ágeis e colaborativas. Ainda assim, cresce o interesse em projetos de transformação profunda, desde processos digitais até novos modelos de liderança.
Empresas divididas entre mudança e estabilidade
Outro dado relevante é a divisão estratégica: enquanto algumas empresas apostam na expansão e transformação, outras optam por manter o chamado “business as usual”, refletindo diferentes níveis de maturidade e risco.
O cenário é claro: num mercado cada vez mais competitivo, as empresas que não acompanharem a evolução tecnológica e cultural arriscam ficar para trás.




