O Presidente da República abriu 2026 com uma mensagem centrada em datas simbólicas, apelos à paz internacional e uma leitura política do momento nacional: “ano novo, vida nova”, repetiu, defendendo que a democracia se renova com “ideias, soluções e pessoas novas”.
Marcelo Rebelo de Sousa destacou três marcos históricos que, segundo disse, tornam 2026 um ano “singular”: 50 anos da Constituição, 40 anos da adesão à Europa e 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A partir daí, traçou um retrato de ambição para o país e para o mundo.
No plano externo, o chefe de Estado desejou uma “paz duradoura” na Ucrânia, no Médio Oriente, no Sudão e noutros conflitos, sublinhando o respeito pela Carta das Nações Unidas, o Direito Internacional e, “sobretudo”, a dignidade das pessoas. A lista de metas incluiu mais desenvolvimento, justiça, liberdade, igualdade e solidariedade.
Para Portugal, Marcelo voltou ao mesmo refrão: “ano novo, vida nova”, enumerando prioridades como saúde, educação, habitação, justiça, mais crescimento e emprego, e redução da pobreza e desigualdade. Pediu também “mais tolerância” e “coesão nacional”, insistindo que a democracia vive da capacidade de o povo escolher “o que quer e quem quer”.
A parte mais longa da intervenção foi dedicada aos portugueses, apontados como a razão decisiva para a confiança no futuro. Para o ilustrar, citou um excerto de Eça de Queiroz, escrito em 1900, sobre virtudes e defeitos de uma personagem que, no fim, representa o país.




