Um morteiro de guerra foi encontrado durante a manhã desta quinta-feira, junto à praia da Ramalha, na vila de Apúlia, concelho de Esposende.
O engenho foi localizado por um popular que circulava num trilho situado nas proximidades da praia. Perante a natureza do objeto, o homem alertou de imediato a GNR de Esposende, que se deslocou ao local e confirmou tratar-se de um engenho militar.
A área foi sinalizada e mantida sob vigilância, de forma a impedir a aproximação de pessoas até à chegada dos meios especializados. Através do Comando Territorial da GNR de Braga, foi mobilizada uma equipa de inativação de engenhos explosivos da GNR, conhecida agora sigla EOD (Explosive Ordenance Disposal), responsável pela avaliação e destruição controlada deste tipo de material.

A equipa procedeu à detonação do morteiro em condições de segurança, seguindo os procedimentos definidos para ocorrências envolvendo munições ou engenhos explosivos potencialmente perigosos.
O caso está agora a ser investigado pelas autoridades, que procuram perceber como o morteiro foi parar àquela zona costeira. Não é ainda conhecido há quanto tempo o engenho se encontrava no local, nem se terá sido transportado pelas marés, abandonado recentemente ou arrastado a partir de outra área. A Polícia Marítima também teve conhecimento do caso.
A descoberta causa particular preocupação por ter ocorrido numa zona frequentada diariamente por caminheiros, pescadores e veraneantes, sobretudo nesta altura do ano, em que aumenta significativamente a procura pelas praias e pelos percursos pedonais junto ao litoral de Apúlia.
Não há registo de feridos ou de danos materiais associados à ocorrência. As autoridades recomendam que, perante a descoberta de objetos suspeitos, a população não lhes toque nem tente deslocá-los, devendo afastar-se do local e contactar imediatamente as forças de segurança através do número de emergência 112.





