O Parlamento Europeu aprovou um relatório de iniciativa da Comissão da Cultura e Educação (CULT) que alerta para o impacto das redes sociais e do ambiente online nos jovens, pedindo mais eficiência na implementação da legislação comunitária e o reforço das obrigações de transparência das plataformas .
O documento enumera um conjunto de preocupações que afetam pais e decisores europeus: ciberbullying, conteúdos nocivos, desinformação, pressões relacionadas com o corpo, conteúdos que incitam à automutilação, publicidade manipuladora e a conceção viciante das plataformas .
“Exigimos à União Europeia mais garantias para uma maior coerência e eficiência na proteção das crianças e jovens expostos às redes sociais e internet”, afirmou o eurodeputado Hélder Sousa Silva, eleito pelo Minho, que integra a CULT e é coordenador do PPE nesta comissão .
O relatório pede ainda a definição harmonizada, ao nível da UE, de uma idade mínima de acesso às redes sociais e a implementação de mecanismos de verificação de idade eficazes, face ao “trabalho dos algoritmos” que consideram insuficientemente regulado . Segundo dados do Eurostat, em 2024, 97% dos jovens na UE utilizavam a Internet diariamente e mais de 80% usavam as redes sociais todos os dias .















