A Páscoa de 2026 está a ser marcada por números negros nas estradas portuguesas. Em poucos dias, as operações da GNR e da PSP já registaram 18 mortos em mais de dois mil acidentes rodoviários, num balanço provisório até este domingo.
Os dados mostram ainda 42 feridos graves e 668 feridos ligeiros, reforçando o cenário de elevada sinistralidade num dos períodos mais movimentados do ano.
Viana: Colisão entre mota e veículo ligeiro faz um morto e um ferido grave na EN13
GNR: 12 mortos e milhares de infrações
A Guarda Nacional Republicana contabilizou, entre quinta-feira e sábado, 584 acidentes, que provocaram 12 vítimas mortais, 22 feridos graves e 164 ligeiros.
Durante este período, foram fiscalizados 22.022 condutores. O resultado levanta preocupações:
- 199 detenções por álcool
- 59 por condução sem carta
- 3.619 contraordenações
Entre as infrações mais frequentes destacam-se:
- Excesso de velocidade (669 casos)
- Falta de inspeção (649)
- Uso do telemóvel (129)
- Falta de seguro (148)
Só no sábado, duas mortes foram registadas em colisões na EN13 (Viana do Castelo) e na EN125 (Faro).
PSP: mais de 1.400 acidentes e seis mortos
Já a PSP, no âmbito da operação “Polícia Sempre Presente”, registou 1.424 acidentes, com seis mortos e 524 feridos.
A polícia efetuou 952 detenções, sendo:
- 548 por crimes rodoviários
- 305 por condução sob efeito de álcool
- 184 por falta de habilitação legal
Foram ainda detidos suspeitos por outros crimes:
- 67 por furtos, roubos e burlas
- 102 por tráfico de droga
Além disso, registaram-se 363 casos de violência doméstica, com 17 detenções.
Fiscalização intensiva e alerta máximo
As autoridades controlaram dezenas de milhares de viaturas e levantaram milhares de autos de contraordenação, sobretudo por excesso de velocidade, falta de inspeção e ausência de seguro.
Apesar da forte presença policial, os números mostram que o comportamento dos condutores continua a ser o principal problema.
Tendência preocupante
Com o regresso a casa ainda por acontecer para muitos portugueses, as autoridades admitem que os números possam agravar-se.
A mensagem é direta: o risco nas estradas está elevado e a margem para erro é zero.
A Operação Páscoa continua no terreno — mas os primeiros dados já deixam um aviso claro: há demasiadas vidas a perder em poucos dias.




