O incêndio que deflagrou no sábado à noite em Parada, freguesia de Lindoso em Ponte da Barca, voltou a aproximar-se perigosamente da aldeia da Ermida, onde vivem cerca de 40 pessoas.
A alteração da direção do vento trouxe novamente o fogo à proximidade da povoação, mantendo a comunidade em confinamento desde segunda-feira.
Como medida preventiva, as autoridades indicaram o museu da Ermida, junto à capela da aldeia, como ponto de recolhimento, sobretudo para os mais idosos.
Neste momento, estão no terreno 395 operacionais, apoiados por 128 viaturas e um meio aéreo, no combate ao incêndio que alastra no concelho de Ponte da Barca, em plena área do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).
As chamas já afetaram várias aldeias, desde Parada, Britelo, Mosteiró até à Ermida.
Com quase 90 horas de duração, o fogo destruiu anexos a habitações, causou a morte de gado e feriu vários bombeiros — cinco deles num acidente com um veículo de combate na A3, quando seguiam em reforço a partir de Gouveia.
A paisagem está agora marcada pelo negro da cinza, enquanto o fumo cobre aldeias inteiras numa luta constante contra os reacendimentos.





