A Serra Amarela, em Ponte da Barca e pleno Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), começa a recuperar dos incêndios que destruíram extensas áreas de pastagem. Um drone está a lançar “vida”.

A paisagem queimada começa agora a ganhar cor com uma ampla operação de sementeira de pasto, essencial para regenerar o solo e garantir alimento aos animais, com a ajuda de um drone.
O objetivo é simples e vital: repor a cobertura vegetal, travar a erosão e permitir que a vida volte a instalar-se.

As sementes espalhadas vão acelerar a recuperação dos ecossistemas, protegendo o terreno e assegurando pastos para o gado local, que ficou sem alimento depois das chamas. Para que a “economia natural” volte à serra.

Esta ação resulta de um esforço conjunto entre a Câmara de Ponte da Barca, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), várias comunidades locais de baldios — Britelo, Entre Ambos-os-Rios, Lindoso e Germil — e ainda associações e entidades ligadas à agricultura, como a FORAL, a CONFAGRI, a CAP e a NUTRIPRADO.
O trabalho partilhado reflete um compromisso claro com o futuro da serra e das populações que dela dependem.
“É uma corrida contra o tempo para devolver à Serra Amarela o equilíbrio natural e os recursos que sustentam a vida local”, sublinham os responsáveis municipais.

Com a força das comunidades e o apoio técnico das instituições, a Serra Amarela começa a renascer — um símbolo de resistência e esperança no coração do Gerês.




