Novo Santuário Eucarístico dedicado à Beata Alexandrina será inaugurado em outubro. O complexo terá capacidade para 1.800 pessoas e pretende transformar a pequena freguesia da Póvoa de Varzim num polo de peregrinação com dimensão internacional.
Balasar prepara-se para um dos maiores acontecimentos da sua história. O novo Santuário Eucarístico dedicado à Beata Alexandrina Maria da Costa será inaugurado nos dias 10 e 11 de outubro, depois de um investimento que já ronda os 14 milhões de euros. A expectativa é de que milhares de peregrinos passem pela freguesia da Póvoa de Varzim durante as celebrações.
O projeto ganha dimensão quando comparado com a própria escala da freguesia. Balasar recebe atualmente entre 250 mil e 300 mil visitantes por ano, muitos deles estrangeiros, atraídos pela história e espiritualidade da Beata Alexandrina, cujo processo de canonização está em curso. Só este ano chegaram grupos de países como França, Espanha, Itália, Polónia, Estados Unidos, Brasil, Coreia, Irlanda, Suíça ou República Checa.
O momento mais simbólico acontece a 10 de outubro
A abertura do novo espaço será marcada por um momento particularmente simbólico. No sábado, 10 de outubro, às 10h00, os restos mortais da Beata Alexandrina serão trasladados da igreja paroquial de Balasar para o novo Santuário. A cerimónia será presidida pelo Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro.
No domingo, 11 de outubro, às 16h00, realiza-se a dedicação da igreja e do altar e a inauguração do Santuário Eucarístico, numa celebração presidida pelo Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso.
O templo poderá receber cerca de 1.800 pessoas sentadas. Como a organização antecipa uma afluência muito superior durante os dias das cerimónias, serão instalados quatro ecrãs no exterior e preparada uma equipa de cerca de 40 voluntários para acompanhar e orientar os peregrinos.
De uma pequena freguesia para o mundo
Mais do que uma igreja de grandes dimensões, o projeto procura responder a um fenómeno religioso que há muito ultrapassou as fronteiras de Balasar.
Alexandrina Maria da Costa nasceu em 1904 e morreu em 1955. Ficou paraplégica na juventude, depois de se lançar de uma janela para escapar a uma situação que colocava em risco a sua integridade. A partir daí, a sua vida ficou profundamente ligada à fé católica, à Eucaristia e ao sofrimento oferecido segundo a sua espiritualidade. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, em Roma, em 25 de abril de 2004.
É precisamente em torno desse legado que o novo complexo foi pensado. O reitor, Monsenhor Manuel Casado Neiva, explica que o projeto não pretende limitar-se ao edifício físico, procurando criar condições para oração, acompanhamento espiritual, retiros, encontros e formação.
“Não é construir um edifício, é construir a Igreja viva”, synthesized o responsável durante a apresentação das celebrações.
Investimento não termina nos 14 milhões
O investimento realizado até agora situa-se nos 14 milhões de euros, suportado pela Fundação Alexandrina de Balasar. Os custos acabaram por crescer devido, nomeadamente, à pandemia e ao aumento generalizado dos preços durante os anos de construção.
E o projeto ainda não está concluído.
Está prevista uma segunda fase, orientada para equipamentos sociais, alojamento e outros espaços capazes de responder ao crescimento das peregrinações e à realização de grandes encontros. A Fundação admite igualmente uma maior aproximação ao tecido empresarial e ao investimento privado, incluindo na área do alojamento.
O novo Santuário dispõe ainda de um auditório que poderá receber fóruns, congressos e outras iniciativas.
Crescimento volta a colocar acessos à A7 na agenda
A dimensão que Balasar poderá adquirir com o novo Santuário coloca, porém, um problema antigo novamente no centro das atenções: os acessos rodoviários.
A Junta de Freguesia e a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim estão a trabalhar na circulação, estacionamento e sinalização para responder à afluência prevista. A reivindicação de uma ligação mais direta à autoestrada voltou também a ser abordada durante a apresentação do projeto.
A abertura do Santuário poderá, por isso, ter consequências que vão muito além da dimensão religiosa. O aumento do número de visitantes coloca desafios ao nível da mobilidade, estacionamento, restauração e alojamento e poderá representar uma nova oportunidade económica para Balasar e para o território envolvente.
Depois da inauguração, as celebrações continuam. Nos dias 12 e 13 de outubro realizam-se as festas em honra da Beata Alexandrina, incluindo uma procissão de velas e a missa da festa litúrgica.















