Mais de 11 milhões de portugueses foram este domingo às urnas para escolher o próximo Presidente da República, num ato eleitoral marcado por forte participação e por um desfecho que, tudo indica, só ficará fechado numa segunda volta.
As projeções à boca das urnas divulgadas pelas televisões colocam António José Seguro e André Ventura como os dois candidatos mais votados, afastando a hipótese de uma vitória à primeira volta.
Com 11.039.672 eleitores inscritos, este foi o maior universo eleitoral desde 1976. As mesas de voto abriram às 8h00 e encerraram às 19h00 em todo o território nacional e nos círculos da emigração, num dia acompanhado de perto pelos partidos e pelos candidatos, conscientes de que esta seria uma das presidenciais mais disputadas da democracia portuguesa.
Segundo as projeções, António José Seguro venceu a primeira volta, com resultados estimados entre 30% e 35%, insuficientes para garantir a maioria absoluta necessária. André Ventura surge em segundo lugar, com uma votação projetada entre 21% e 27%, assegurando presença na segunda volta. João Cotrim de Figueiredo aparece logo a seguir, com 11% a 15%, mas fora da corrida final.
Mais atrás, Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes surgem tecnicamente empatados, com resultados entre 9% e 12%. Já Catarina Martins, Manuel João Vieira e António Filipe deverão ter ultrapassado a fasquia do 1%, segundo as mesmas estimativas.
Do lado dos resultados oficiais provisórios, e com dados apurados em 1.150 das 3.259 freguesias e 47 de 109 consulados, a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna confirma António José Seguro como o candidato mais votado, com 30,69%. André Ventura surge logo atrás, com 26,97%, seguido de Luís Marques Mendes, com 14,82%.




