O PS de Esposende acusou a atual Câmara Municipal de estar a deixar o concelho “numa ilha” em matéria de mobilidade, depois de o executivo ter levado à Assembleia Municipal uma proposta que transfere para a CIM Cávado competências de planeamento, operação e fiscalização dos transportes públicos até 2034.
A crítica surge meses depois de Carlos Silva, atual presidente da Câmara, ter assumido publicamente a mobilidade como uma prioridade, defendendo melhores ligações dentro do concelho, aos municípios vizinhos e até a possibilidade de fazer chegar o metro ou BRT a Esposende.
Em outubro de 2025, o autarca afirmou que era necessário evitar que o concelho ficasse “uma ilha”.
Segundo o PS, a proposta agora aprovada aponta no sentido contrário. Os socialistas defendem que, ao entregar à CIM Cávado a gestão do processo, a Câmara perde capacidade direta para adaptar rotas, horários e cobertura às necessidades concretas da população.
O partido aponta vários exemplos de fragilidade da atual oferta, como a linha 107 Braga–Apúlia, com horários considerados insuficientes, e a linha 124 Esposende–Porto, criticada por não responder às necessidades de estudantes, professores deslocados e trabalhadores. A atual rede de transporte público no Cávado resulta de uma concessão intermunicipal lançada pela CIM e em vigor desde 2023.
Os socialistas lembram ainda que a última reunião de representação de Esposende neste processo ocorreu em abril de 2025, com Sérgio Mano, então vereador do PSD e atualmente chefe de gabinete do presidente da Câmara. Para o PS, isto significa que a visão agora assumida pelo executivo resulta, na prática, do anterior ciclo político.




