O processo eleitoral interno do PSD de Esposende está envolto em polémica.
A três dias das eleições para a Comissão Política Concelhia, marcadas para 28 de fevereiro, foram suspensos 33 militantes e retirados dos cadernos eleitorais, decisão comunicada já na madrugada de 25 de fevereiro, segundo denúncia do candidato Miguel Moreira.
Miguel Moreira, que disputa a liderança da concelhia com António Morgado, considera a medida “grave” e levanta dúvidas sobre a legalidade interna e transparência do processo.
O candidato sustenta que a exclusão ocorreu numa fase final da campanha, alterando de forma significativa o universo eleitoral e comprometendo a estabilidade e previsibilidade do ato eleitoral.
Defende ainda que o Regulamento Eleitoral prevê regras claras quanto à gestão dos cadernos eleitorais através da plataforma SIGMO.
O E24 apurou que entre os suspensos estão nomes como João Cepa (ex-presidente de Câmara de Esposende) Sérgio Mano (ex-vereador e atual chefe de Gabinete do presidente da Câmara de Esposende), João Figueiredo (ex-chefe de Gabinete da presidência da Câmara), Paulo Miquelino e João Pereira.
Em resposta, a Comissão Política de Secção (CPS) de Esposende esclarece que as suspensões resultam da aplicação dos Estatutos do PSD.
Em causa estão militantes que terão sido candidatos, subscritores ou apoiantes da lista independente “Mudança Por Todos – M” nas autárquicas de 12 de outubro de 2025, concorrendo contra listas oficiais do partido.
Segundo a CPS, a participação disciplinar foi apresentada ao Conselho de Jurisdição ao abrigo do artigo 9.º dos Estatutos, que determina a cessação de inscrição e a suspensão automática de direitos para militantes que integrem candidaturas adversárias.
O confronto interno instala-se assim em pleno calendário eleitoral, colocando pressão sobre a direção local e os órgãos nacionais do partido.






