O Secretariado Distrital dos Trabalhadores Sociais Democratas (TSD) de Braga divulgou um manifesto onde celebra a existência de uma alternativa democrática às eleições da Comissão Política Distrital do PSD, marcadas para 28 de fevereiro.
No documento, os TSD lembram que o PSD sempre foi um partido de debate, causas e liberdade, e defendem que a pluralidade interna é um sinal de vitalidade e não de divisão.
“Quando há escolha, há compromisso”, escrevem, reafirmando os princípios de humanismo, reformismo e justiça social que consideram faltar ao partido.
O manifesto exorta a nova liderança a colocar a valorização dos salários e a dignidade do trabalho no centro da estratégia política, sempre.
Os TSD defendem que a distrital deve sair dos gabinetes, ouvir trabalhadores e responder à inflação e lutar por maior autonomia do Minho.
Criticam a “estabilidade burocrática” que imobiliza o partido e apelam a uma dinâmica de ação, saudando quem apresenta projetos alternativos.
As eleições para a estrutura distrital e concelhias realizam‑se sábado, entre as 14h00 e as 20h00.
Pela primeira vez em mais de 20 anos, há duas listas em confronto, lideradas por Paulo Cunha, atual presidente da distrital, e pelo vereador barcelense Carlos Eduardo Reis.
Cunha, eurodeputado e recandidato, evoca vitórias passadas e promete continuidade e reforço de projetos como o Hospital de Barcelos.
Reis, advogado, propõe abrir um novo ciclo, renovar as estruturas e dar prioridade à habitação, mobilidade e cultura, prometendo tratar de forma equilibrada as 14 secções e um estilo de liderança unificadora.
Concelhias como Vila Verde e Fafe já anunciaram apoios distintos, evidenciando a pluralidade de opiniões na região. O escrutínio poderá influenciar o rumo da distrital do PSD em Braga e os TSD apelam à participação, esperando que a escolha dos militantes resulte num partido mais próximo dos trabalhadores e capaz de se regenerar.




