A Assembleia Municipal de Terras de Bouro aprovou o orçamento municipal para 2026, no valor de 23,8 milhões de euros, numa sessão marcada pela divisão política já verificada no executivo.
A proposta da maioria PSD passou com votos favoráveis dos social-democratas, abstenção do Chega e voto contra do Partido Socialista.
O presidente da Câmara, Manuel Tibo, defendeu que o documento dá continuidade ao projeto político seguido nos últimos oito anos e reforçado nas eleições autárquicas de 12 de outubro. O orçamento representa um aumento de 6,8 milhões de euros face a 2025, o que corresponde a uma subida global de cerca de 40,5%.
Segundo o autarca, o orçamento mantém uma linha de rigor financeiro, apesar de um contexto internacional adverso, marcado por conflitos armados e pela guerra na Ucrânia.
Manuel Tibo garante que a estratégia municipal continua focada no desenvolvimento económico, turismo, emprego, educação, saúde, ação social, habitação, ambiente e qualidade de vida.
O valor global do orçamento fixa-se em 23.767.070 euros. As receitas correntes representam 14,3 milhões, as receitas de capital somam 5,9 milhões e a receita não efetiva, essencialmente empréstimos, ascende a 3,48 milhões de euros.
No plano fiscal, a autarquia mantém o IMI na taxa mínima legal de 0,3%, com deduções para famílias com dependentes. Continua igualmente em vigor a derrama de 1,4%, com taxa reduzida para pequenas empresas, e a redução de 1% no IRS para residentes no concelho.
PS critica aumento da despesa com pessoal
O PS votou contra, apontando como principal fragilidade o aumento da despesa com pessoal, estimado em cerca de um milhão de euros. O vereador Diogo Carrasqueiras Pereira considera tratar-se de um orçamento dependente de receitas não permanentes, com forte peso de empréstimos e fundos comunitários.
Os socialistas criticam ainda o aumento do mapa de pessoal, que passa de 314 para 355 trabalhadores, alertando para impactos na gestão futura. Apesar do voto contra ao orçamento, o PS aprovou todas as propostas fiscais. O Chega votou contra o IMI e o IRS e a favor da derrama.



