A reunião da Concertação Social terminou sem acordo entre Governo, confederações patronais e UGT relativamente às alterações à lei laboral.
O impasse foi confirmado pelo presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, que indicou não estarem previstas novas reuniões.
O encontro realizou-se no mesmo dia em que António José Seguro tomou posse como Presidente da República e procurava fechar um entendimento após vários meses de negociações. Segundo Francisco Calheiros, “após sete meses exaustivos de trabalho, não houve cedências por parte da UGT”, lamentando a falta de entendimento entre as partes.
Na semana passada, a ministra do Trabalho tinha afirmado que as negociações estavam “mais perto do fim do que do princípio”, mantendo esperança num consenso final. Ainda assim, o Governo já deixou claro que poderá avançar com a proposta para o Parlamento mesmo sem acordo na Concertação Social.
Caso o diploma seja aprovado pela Assembleia da República, seguirá depois para Belém.
Durante a campanha eleitoral, António José Seguro afirmou que não promulgaria a lei laboral sem entendimento entre Governo, patrões e sindicatos, cenário que, a confirmar-se, poderá levar ao primeiro veto presidencial do novo chefe de Estado.




