A tempestade Cláudia está a marcar estes dias com uma intensidade pouco comum em Portugal, mas o frio é já “ali”.

Chuvas fortes, rajadas de vento persistentes, trovoadas e episódios de granizo deixaram um rasto de estragos em várias regiões do país.
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Houve quedas de árvores, inundações rápidas e interrupções de circulação em zonas urbanas e rurais. Ainda assim, o mau tempo trouxe um benefício imediato: a reposição de água em bacias hidrográficas críticas no Sul.
Rios que estavam praticamente secos voltaram a correr e várias albufeiras registaram subidas claras nos níveis de armazenamento.
O país continuará sob a influência da Cláudia durante mais cerca de 48 horas, com condições adversas ainda possíveis. Mas o cenário meteorológico muda de forma abrupta logo depois.
Frio na próxima semana

A partir do início da próxima semana, o fluxo quente e húmido que tem dominado o território será substituído por uma corrente de ar frio e seco de norte, marcando a primeira entrada de ar verdadeiramente invernal desta temporada.
As projeções do modelo GFS mostram a chegada de uma massa de ar polar, visível nas temperaturas a 850 hPa, com a Península Ibérica a ser gradualmente tomada pelos tons frios.
Na Europa central e setentrional, este padrão deverá originar as primeiras nevadas significativas, inclusive a cotas relativamente baixas. Em Portugal, o cenário será diferente: a entrada de norte chega praticamente sem humidade, o que reduz a possibilidade de precipitação e afasta a hipótese de neve.



