A venda do Novo Banco ao grupo francês BPCE está oficialmente concluída. O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo Ministério das Finanças, que confirma um negócio avaliado em 6,7 mil milhões de euros.
Do total da operação, o Estado português vai encaixar 1.673 milhões de euros, resultado da sua participação de 25% no capital da instituição, em conjunto com o Fundo de Resolução. Desse valor, 906 milhões revertem para o Fundo de Resolução e 766 milhões para o Tesouro.
O Governo não esconde satisfação. Em comunicado, afirma que a conclusão da venda representa o fim de um processo longo e complexo, iniciado após a queda do Banco Espírito Santo (BES), em 2014.
Segundo o Ministério das Finanças, com esta operação — somada aos dividendos já distribuídos pelo banco — o Estado e o Fundo de Resolução conseguem recuperar cerca de 2 mil milhões de euros dos montantes injetados ao longo dos anos.
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, sublinha que o negócio envia um sinal claro para o exterior. A entrada do segundo maior grupo bancário francês no capital do Novo Banco é vista como um reforço da confiança dos investidores internacionais em Portugal.
O governante fala no encerramento de “um capítulo conturbado”, garantindo que o essencial foi assegurado: a estabilidade do sistema financeiro.
A operação agora concluída põe fim a um ciclo de quase 12 anos, desde a criação do Novo Banco na sequência da resolução do BES. Até aqui, a instituição era detida maioritariamente pelo fundo norte-americano Lone Star (75%), com os restantes 25% nas mãos do Estado.
O negócio com o BPCE tinha sido acordado em junho de 2025, tendo desde então passado pelas várias fases regulatórias até à conclusão final, agora formalizada com o pagamento e transferência das ações.
No mesmo dia, o banco apresentou resultados: lucros de 200,7 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 13,2% face ao mesmo período do ano passado.
O Governo acredita que a entrada do grupo francês poderá traduzir-se em mais financiamento à economia, apoio às empresas e manutenção da concorrência no setor bancário nacional.




