Os Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo assinalaram este sábado 145 anos de vida, numa cerimónia que juntou bombeiros, famílias, dirigentes, autarcas e o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.
A data foi marcada pela tradicional romagem ao cemitério, desfile, parada e sessão solene no quartel, onde foram também atribuídas várias medalhas. A corporação conta atualmente com 80 bombeiros e uma academia com 20 cadetes e infantis.
Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo voltou a deixar uma mensagem direta: a Proteção Civil “não é uma despesa”, mas sim um investimento no bem-estar das populações.
“Deixamos de falar em despesa com os bombeiros, com a proteção civil, e passamos a falar de investimento, porque é disso que se trata, de um trabalho feito durante 365 dias por ano”, afirmou o autarca, destacando ainda o esforço pessoal dos voluntários ao serviço da causa pública.
O governante Rui Rocha agradeceu o trabalho das instituições ligadas à proteção civil e defendeu que esta área não pode ser pensada apenas na época dos incêndios. Para o secretário de Estado, a proteção civil é uma resposta permanente, durante todo o ano, na qual as autarquias têm um papel decisivo. Viana do Castelo foi apontada como um bom exemplo.
A história dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo nasceu de uma tragédia: um grande incêndio num armazém de enxofre da empresa Araújo & C.ª, do Porto. O espaço guardava 1.016 sacas de enxofre e urze seca usada na estivagem de navios, tornando o ar irrespirável e obrigando à mobilização de bombeiros municipais e populares.








