Empresários e representantes do Governo do Brasil analisam o potencial do primeiro parque eólico flutuante do mundo com o objetivo de impulsionar o mercado de alto-mar no território sul-americano
Viana do Castelo recebeu esta segunda-feira, 20 de abril, uma delegação de alto nível composta por empresários e entidades brasileiras, incluindo o senador Fabiano Contarato. O objetivo da visita incidiu no conhecimento detalhado do Windfloat Atlantic, o primeiro parque eólico marítimo flutuante semi-submersível do mundo, que opera na costa vianense desde 2020. O Presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, acompanhou o arranque da comitiva e reforçou o papel da capital do Alto Minho como líder global na estratégia das energias limpas e da economia azul.
A iniciativa é promovida pela Coalizão Eólica Marinha (CEM), um consórcio que reúne o governo federal do Brasil, governos estaduais e universidades, com o intuito de abrir o mercado de eólicas offshore no país irmão. Luís Nobre sublinhou que este projeto permitiu a Viana do Castelo afirmar-se numa dimensão diferenciadora a nível mundial, evoluindo de uma tradição sólida de energia eólica em terra para a inovação tecnológica no mar. O Windfloat Atlantic, gerido pela Ocean Winds (uma joint venture entre a EDPR e a ENGIE), utiliza três turbinas de 8,4 MW cada, ancoradas em profundidades superiores a 40 metros.
O grande foco de interesse da comitiva reside na tecnologia inovadora da plataforma flutuante semi-submersível. Inspirada na experiência da indústria do petróleo e gás, esta plataforma utiliza placas de aprisionamento de água e um sistema de lastro dinâmico para garantir estabilidade. Uma das vantagens competitivas apresentadas aos brasileiros é o facto de a estrutura ser inteiramente construída em terra, incluindo a instalação da turbina, o que minimiza os custos operacionais e reduz o impacto ambiental no ecossistema marinho durante a fase de montagem.
Esta missão internacional estratégica surge num momento crucial para o Brasil, que procura desenvolver o seu potencial eólico no mar de forma sustentável. Ao observar o exemplo vianense, as entidades brasileiras procuram importar o conhecimento técnico e o modelo de integração económica que transformou Viana do Castelo num centro de excelência para as renováveis. O compromisso da Câmara Municipal de Viana do Castelo com este setor continua a ser um pilar da estratégia local para as próximas décadas, consolidando a parceria com os principais agentes do mercado energético global.





