Traders descartam cortes nos juros dos EUA em 2026
Bond traders deixaram de apostar em cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) para este ano. A mudança ocorreu após o Banco de Inglaterra alertar que a pressão inflacionista associada à guerra no Irão pode obrigar os bancos centrais a endurecer a política monetária.
Detalhes
- Rendimento das obrigações: as taxas de juro dos Treasuries norte‑americanos subiram 11 pontos base, situando-se em 3,89 % para os títulos de dois anos.
- Reacção dos mercados: a inversão das expectativas atingiu também os mercados europeus, onde os rendimentos soberanos avançaram ao longo de todas as maturidades.
- Motivo: traders receiam que a subida do preço do petróleo, provocada pelo conflito no Médio Oriente, se traduza em maior inflação global e obrigue os bancos centrais a adiarem qualquer flexibilização de política monetária.
Porque importa
A reavaliação rápida das expectativas de juros afecta directamente o custo do financiamento público e privado. Se as taxas longas continuarem a subir, empresas e consumidores enfrentarão custos de crédito mais elevados, o que pode travar o crescimento da economia global e pressionar bolsas e mercados emergentes.
Guerra no Irão reacende receios de inflação e trava cortes de juros
Os principais bancos centrais – Fed, Banco Central Europeu (BCE) e Banco de Inglaterra – reúnem‑se esta semana sob uma nova ameaça: a escalada do conflito no Irão, que faz disparar os preços do petróleo e reacende o fantasma da inflação. Autoridades monetárias receiam que a pressão dos custos energéticos adie os cortes de juros previstos.
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Detalhes
- Inflação em foco: o risco inflacionista tem origem na guerra no Irão, que elevou os preços do petróleo e pode contaminar índices de preços em todo o mundo.
- Posição dos bancos centrais: apesar da tensão, Fed, BCE e Banco de Inglaterra planeiam manter as taxas de juro inalteradas a curto prazo, optando por avaliar primeiro o impacto dos custos energéticos no crescimento.
- Cortes adiados: alguns analistas admitem que, se a guerra persistir e o petróleo se mantiver caro, os bancos centrais poderão não só adiar cortes, mas até considerar novas subidas.
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Porque importa
As expectativas de descida dos juros foram um dos motores da recuperação das bolsas no início do ano. A confirmação de que os cortes terão de esperar pode travar esse entusiasmo, enquanto uma inflação persistente penaliza o poder de compra das famílias e eleva os custos de produção para as empresas.
Traders apostam em subida dos juros nos EUA após nova escalada da guerra
O que aconteceu
As obrigações do Tesouro dos Estados Unidos registaram uma forte queda, levando os rendimentos a subir entre 12 e 15 pontos base, depois de os EUA anunciarem o envio de navios de guerra e fuzileiros para o Médio Oriente. Perante o cenário de conflito prolongado, os traders passaram a ver uma probabilidade de 50 % de subida dos juros pelo Fed até Outubro.
Detalhes
- Mercados em alerta: o mercado de dívida, avaliado em 31 triliões de dólares, reagiu à notícia de reforço militar com uma venda maciça que elevou os rendimentos em todas as maturidades.
- Expectativas de política monetária: antes do ataque dos EUA ao Irão, em 28 de Fevereiro, os investidores esperavam dois cortes de 0,25 pontos nos juros. Agora não vêem espaço para cortes e começam a prever uma subida.
- Razão: o prolongamento do conflito pode alimentar uma subida dos preços do petróleo e da inflação global, obrigando o Fed a adoptar uma postura mais hawkish.
Porque importa
A possibilidade de um aumento inesperado dos juros nos EUA mexe com todos os mercados: uma subida das taxas americanas tende a fortalecer o dólar, encarecer o custo da dívida em todo o mundo e pressionar moedas de países emergentes. Para investidores europeus, isto traduz‑se em maior volatilidade e pode obrigar a rever estratégias de investimento.



