Iniciativa do dstgroup e da galeria zet galeria conta com o apoio científico da Universidade do Minho; proposta vencedora recebe 7 500 euros e será instalada na Figueira da Foz
Já estão abertas as candidaturas para a 4.ª edição do Prémio Arte em Espaço Público & Sustentabilidade, uma iniciativa promovida pelo dstgroup, através da zet galeria, com o apoio científico do IB-S – Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade da Universidade do Minho. O concurso, de dimensão internacional, desafia artistas a criar uma obra de arte contemporânea a partir de resíduos industriais e de demolição.
O local escolhido para acolher a obra vencedora deste ano é o complexo “Fábrica Verde”, na Figueira da Foz, um espaço icónico desenhado pelo arquiteto bracarense José Carvalho Araújo.
Prémios e prazos da Open Call
A open call está direcionada a criadores nacionais e internacionais, estabelecendo uma forte ligação entre a arte, a engenharia e a economia circular.
- Requisitos da obra: A produção deve integrar obrigatoriamente resíduos industriais e/ou materiais provenientes de construção e demolição de edifícios recolhidos pelas empresas do universo dstgroup.
- Fases e financiamento: Numa primeira fase, o júri selecionará três propostas finalistas, recebendo cada candidato 500 euros para o desenvolvimento do projeto.
- Grande prémio: A proposta vencedora receberá um prémio monetário de 7 500 euros, beneficiando ainda de todo o apoio logístico e técnico do dstgroup para a execução e montagem da estrutura.
- Prazo: As candidaturas estão abertas até às 23:59 do dia 28 de setembro de 2026 através do e-mail
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Re-imaginar o desperdício através da “Casa Comum”
Helena Mendes Pereira, Diretora Geral da zet galeria, recorda que desde 2014 a galeria bracarense tem focado a sua atividade no apoio a projetos que deem uma “nova vida” a materiais descartados. “A nossa consciência ecológica e ambiental não pode ser um conceito vazio. (…) Os recursos do planeta não são ilimitados, temos de criar coisas novas a partir do que já usámos”, defende.
A mesma visão é partilhada por José Teixeira, Presidente do Conselho de Administração do dstgroup, que vê na expressão artística um veículo de consciencialização social:
“A arte pode mudar o mundo. Pode mudar a forma como olhamos a ‘casa comum’. Pode mudar a forma como consumimos. (…) Este prémio quer despertar para essa possibilidade de rejeitar que tudo vá para o aterro, que tudo se destrua. A proposta é re-imaginar qual a função de determinado material depois de cumprir uma vida.”
O histórico do prémio: Obras em Braga e Barcelos
O Prémio Arte em Espaço Público & Sustentabilidade tem já um legado visível no tecido urbano do Minho, fruto de parcerias com o IB-S que remontam a projetos pioneiros iniciados em 2017:
1.ª Edição (2020): Vencida pelo italiano Lorenzo Bordonaro com a obra “Refúgio”, uma escultura habitável instalada no Parque de Guadalupe, em Braga;
2.ª Edição (2022): Conquistada pelo coletivo espanhol Trashformaciones (irmãos Pablo e Blas Montoya) com a instalação “Vitrais”, feita de excedentes metálicos e acrílicos, patente no Parque das Camélias, em Braga;
3.ª Edição (2024): Atribuída ao Muro Atelier (da portuguesa Joana Tomas e do francês Vincent Rault) com a peça escultórica “Águas Correntes”, focada na sustentabilidade hídrica e localizada no Complexo Mereces 718, em Barcelinhos, Barcelos.
Para consultar o regulamento completo da edição de 2026, a listagem de materiais residuais disponíveis no campus da empresa ou os portefólios das edições passadas, os artistas interessados devem contactar a organização através do portal oficial da zet galeria.




