Já se sabia que não ia ser fácil. A primeira reunião do executivo municipal em Braga, a proposta para lançar um concurso de 2,6 milhões de euros destinada à requalificação do Largo do Pópulo foi reprovada.
A iniciativa, apresentada pela coligação liderada por João Rodrigues (lista Juntos por Braga), não conseguiu reunir os votos suficientes: teve aprovação da coligação Juntos por Braga, abstenções da coligação PS/PAN e do CHEGA, e votos contra do movimento independente Amar e Servir Braga e da Iniciativa Liberal.

O líder do Amar e Servir Braga, Ricardo Silva, justificou o voto contra apontando falta de clareza nos documentos apresentados. Segundo Silva, “há uma omissão na informação” e “misturam-se empreitadas” — referindo que se mencionavam “três objetos em espaço público, são duas ruas mais o Largo do Pópulo”, mas que depois surgia uma intervenção “atinente à contenda que refere a requalificação da fachada do Pópulo” sem que tal estivesse explicitado no objeto de discussão.
Para o vereador da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, a posição foi “construtiva” mas firme: “estarei cá numa posição de oposição, mas para ajudar o Município a ter boas decisões para os bracarenses”.
João Rodrigues lamentou o desfecho e atribuiu responsabilidades à oposição.
O edil defendeu que o projeto, “com financiamento garantido”, traria benefício direto à cidade. “As pessoas, quando vêm votar uma proposta com esta importância, têm que ter noção no que estão a votar”, afirmou, criticando a falta de preparação de alguns vereadores. Apesar disso, Rodrigues garantiu que toda a informação sobre a reabilitação estava disponível no processo e instou os opositores a reconhecerem a sua falha.
Entretanto, a própria autarquia municipal confirma que a candidatura ao NORTE 2030 foi já aprovada, garantindo apoio financeiro de 2,6 milhões de euros para a Requalificação do Largo do Pópulo e da Fachada e Cobertura do Edifício do Pópulo, num investimento total de 4,3 milhões de euros.
A intervenção prevê revitalização urbana, mobilidade suave, inclusão social e reabilitação patrimonial. Para já, o projeto fica em suspenso, enquanto a cidade aguarda nova deliberação do executivo.




